“Zona Franca não é culpada pela desindustrialização”, diz especialista

Desde o final de 2010, indícios de um processo de desindustrialização no país estão sendo noticiados, colocando como grande culpada a Zona Franca de Manaus. No entanto, como em todo julgamento, há a possibilidade de defesa.
Embora a balança comercial do PIM (Polo Industrial de Manaus) tenha apresentado um deficit de US$ 8.75 bilhões, segundo dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), de acordo com o coordenador geral de acompanhamento de projetos Industriais da autarquia, Gustavo Igrejas, a Zona representa menos de 20% das importações brasileiras.
Além disso, o representante destaca a evolução do modelo, que trouxe tecnologias de várias partes do mundo, sempre com o intuito de agregar o máximo de valor no produto.
Em virtude disso, está presente na pauta de estrangeiros que vêm à cidade para conhecer o modelo, como a comitiva formada por integrantes da área de Assuntos Econômicos da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que se reuniu recentemente na sede da Superintendência. No primeiro dia do Encontro Nacional de Gerentes da Rede CIN (Centros Internacionais de Negócios), que acontece desde o dia 25 até amanhã (28), Igrejas fez uma exposição da Política de Desenvolvimento Industrial do PIM, abordando a história da implementação da Zona Franca de Manaus, que tinha a intenção de compensar as dificuldades logísticas da região, bem como preservar suas riquezas naturais.
De acordo com o coordenador, atualmente 98% da Floresta Amazônica ainda se mantém preservada e, segundo estudo apresentado, somente a existência do parque industrial foi responsável pela manutenção de 70% a 77% deste terreno.

Manaus é cenário de encontro internacional

Segundo o gerenciador do CIN no Amazonas, Marcelo Lima, o encontro tem o intuito de avaliar os trabalhos de consultoria realizados em 2010, para iniciar o planejamento estratégico de 2011 até 2015. No país, há um Centro em cada Federação. “Nosso trabalho visa a inserção das empresas brasileiras no comércio exterior”, destacou.
A tarefa envolve grandes, pequenas e médias empresas. Especificamente no Amazonas, atuante há 10 anos, o CIN trabalha na sensibilização das pequenas e médias, já que, de acordo com Lima, as grandes indústrias da região já dispõem de estrutura para exportação. O diretor executivo da Fieam, Flávio Dutra, afirma que a entidade abrange empresas de qualquer porte, mas, evidentemente, as grandes corporações exigem um acompanhamento maior da Federação. No entanto, as pequenas necessitam de um apoio efetivo, o que sinaliza a importância do CIN, que tenta auxiliá-las na descoberta de oportunidades mercadológicas.
Dutra comenta que o há um investimento significativo da Fieam no Centro, que envolve a estrutura, o pessoal, equipamento e a realização dos eventos.
Além da Fieam, o CIN trabalha em companhia de outros órgãos estaduais, como Seplan (Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Cieam (Centro das Indústrias do Amazonas), Correios e a própria Suframa, viabilizando uma consultoria gratuita, com treinamento e prospecção do mercado exterior. Somente em 2010 foram realizados cerca de 600 atendimentos. “A única coisa que cobramos é a emissão do certificado de origem, para que o produto exportado seja desembaraçado no país de destino”, frisou.
Para a representante do Sebrae nacional, Renata Henriques, em virtude da Rede CIN trabalhar com internacionalização de empresas que, em sua grande maioria, são clientes do Sebrae, eventos como esse geram oportunidades para conseguir complementaridade entre as capacitações e treinamentos. “É um foco de cooperações, e esta parceria pode se fortalecer muito mais”, enfatizou.

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