7 de maio de 2021

Zona franca em tempos de pandemia

A Zona Franca de Manaus, que chega aos 54 anos de existência, enfrenta desde março do ano passado o seu maior desafio. Instalado na cidade que se transformou duas vezes em epicentro da Covid-19 no Brasil – e agora no início do ano notícia mundial por causa dos recordes nos números de mortes e internações, com direito a falta de oxigênio e outras tragédias associadas – o modelo teve que se reinventar e se adequar a sucessivos decretos, a maioria dos quais restringiu significativamente as atividades das indústrias aqui instaladas.

O modelo, entretanto, é tão vigoroso ainda que continua atraindo novos investimentos, como se viu na última reunião do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus, realizada na última quinta-feira (25). Nada menos que R$ 1,8 bilhão em investimentos foram aprovados.

Há segmentos do empresariado nacional que jamais aceitarão a Zona Franca de Manaus, seja por convicção ideológica ou por interesse econômico. O ministro Paulo Guedes de certa forma segue esta tendência, mas o modelo tem um forte aliado, que tem resistido a todas as iniciativas contra ele até agora: o segmento militar, que enxerga nele uma iniciativa fundamental para manter a soberania sobre a Amazônia.

É o nacionalismo o maior aliado hoje da Zona Franca de Manaus, não mais a conservação ambiental, algo que não comove o presidente Jair Bolsonaro e seus principais auxiliares.

Por causa dos generais e da própria pujança, o modelo de desenvolvimento segue firme, atraindo ainda novos investimentos. E seguirá assim ainda por muito tempo, se conseguir também modernizar suas empresas a linhas de produção, o que se constitui em seu maior desafio no futuro.

No momento, todos os esforços estão voltados para preservar a vida e a saúde dos colaboradores das centenas de empresas instalados em Manaus, tentando manter um nível mínimo de produção, que garanta lucro e desenvolvimento para a região, apesar dos pesares.

E, assim como o mundo inteiro, o modelo torce e monitora o trabalho para vacinar o mais breve possível todos os amazonenses e brasileiros que escolheram a Zona Franca para trabalhar.

Foto/Destaque: Divulgação

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