ZFM, é preciso avançar sempre!

“Uma das saídas que dispomos é continuar arregimentando a adesão parlamentar dos Estados vizinhos posto que temos carências comuns e infraestrutura precária para desatendimento de todos”.

(*)Wilson Périco

A necessidade é o melhor adubo para o surgimento de novos talentos e suas invenções criativas. E as novas descobertas costumam habitar lugares e funções imperceptíveis no cotidiano. Esta foi nossa experiência no momento mais difícil do isolamento social imposto pela pandemia da covid-19. O grande destaque foi a conjunção institucional propiciada pelo isolamento: a instalação do Comitê Indústria ZFM Covid-19, uma fábrica de propósitos e sugestões transformados em providências de enfrentamento das grandes adversidades a que fomos submetidos. Juntamos dirigentes das principais entidades do Polo Industrial de Manaus e atraímos as melhores inteligências e os mais dedicados executivos para desenhar saídas efetivas para nós nos refazermos das surpresas provocadas pelo vírus e avançar. É preciso sempre avançar!

Empregos e oportunidades

Um dos pontos altos desse movimento cívico e solidário veio à tona na última reunião do Conselho Superior do CIEAM, no último dia 19, em que estavam presentes os presidentes da FIEAM, ELETROS e ABRACICLO, discutindo com a Bancada Federal Parlamentar do Amazonas uma pauta de extrema relevância na ótica do interesse público. E nesse contexto, a Economia do Amazonas, representada pelo Polo Industrial de Manaus com 80% de sua movimentação, ganha sinônimo de emprego e receita pública. Poucas vezes, o setor privado experimentou tanto envolvimento, colaboracionismo, valorização de propósitos comuns, capazes de redimensionar positivamente os frutos que serão produzidos em benefício da sociedade a partir daí. Quando nos reunimos em condições semelhantes e com essas intenções, podemos dizer, com certeza, que o resultado será mais empregos, melhores oportunidades, mais crescimento na direção da prosperidade social. Não resta dúvida.

Tudo passa pela política

É importante sublinhar a distinção entre um debate político eleitoral, situação vetada pelo nosso estatuto social e uma interlocução produtiva como esta realizada pelas entidades do setor privado e nossa representação parlamentar. E isso tem que virar rotina. Tudo passa pela política. É a famosa operação ganha-ganha, a começar pela bancada parlamentar, o setor empresarial, trabalhadores e suas famílias. Não há melhor caminho para resguardar os direitos e os benefícios da cidadania, muito menos assegurar os direitos constitucionais da atividade econômica do Amazonas e de toda região alcançada pela gestão da Suframa.

Comunhão parlamentar amazônica

Entre os assuntos debatidos, o que mais preocupa a todos é a Reforma Tributária já retomada pelo Congresso Nacional. Nenhuma das propostas em debate atende a excepcionalidade dos nossos direitos. Repete-se a velha história de um Brasil indiferente a sua porção amazônica. O Brasil sem Norte, desperdiçando as oportunidades aqui disponíveis e desrespeitando as prerrogativas elementares de nossa autodeterminação. Uma das saídas que dispomos é continuar arregimentando a adesão parlamentar dos Estados vizinhos posto com que temos carências comuns e infraestrutura precária para desatendimento de todos.

Um bom companheiro

Debates como esse, para alinhamento de propósitos e somatórios de energias, teremos em breve com o novo gestor da Suframa, general Algacir Polsin, um militar da mais alta qualificação nessa batalha de fazer prosperar nossa Amazônia. Essa pauta, certamente, terá recheios comuns na defesa do fortalecimento, da diversificação e da regionalização dos benefícios emanados da Zona Franca de Manaus. Não há dúvidas de que o novo superintendente continuará a luta pela autonomia institucional da Suframa, trazendo para o Conselho de Administração o debate de todas as pendências que costumam ficar enroscadas na burocracia federal.

Os avanços das boas alianças

Ainda iremos colher muitos frutos em formatos de lições propiciados pela pandemia. Entre eles é preciso reafirmar o valor da unidade entre todos nós para destravar nossos engasgos de infraestrutura, a excessiva carga fiscal que, ironicamente, nos compromete a competitividade. Longe de sermos paraíso fiscal de que nos acusam, como região remota, somos açoitados por mais tributos e contribuições compulsórias do que outras plantas indústrias do Brasil. Isso precisará urgentemente ser revisto e temos absoluta convicção de que o único modo de fazê-lo é promover alianças como aquelas que firmamos em tempos de pandemia. Descobrimos com a Bancada e, não há dúvidas, com a Suframa, as soluções ao mesmo tempo óbvias e extraordinariamente efetivas para fortalecer o espírito de cidadania e colocar a economia a serviço de uma nova ordem social.

(*)Wilson é economista, empresário e presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas.

*Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. [email protected]

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