15 de abril de 2021

Workshop aborda fungos da Amazônia

Projeto no âmbito do INCT/Ceab (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Centro de Energia, Ambiente e Biodiversidade) procura isolar e preparar compostos biologicamente ativos, que serão utilizados em reações de modificações de grupos estruturais

Projeto no âmbito do INCT/Ceab (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Centro de Energia, Ambiente e Biodiversidade) procura isolar e preparar compostos biologicamente ativos, que serão utilizados em reações de modificações de grupos estruturais via química, como forma de obtenção de padrões sintéticos. A pesquisa ‘Síntese de Moléculas Biologicamente Ativas e Modificações Estruturais Mediadas por Fungos Amazônicos’ foi apresentada pelo professor doutor Luciano Fernandes, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Ponta Grossa (UTFPR-PG), no Workshop Científico na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA).
O projeto busca a modificação estrutural de moléculas bioativas já descritas (bergenina, zerumbona e derivados, dentre outras) via métodos químicos e compara os resultados obtidos a partir do uso de microrganismos amazônicos, pertencentes à coleção do INCT-Ceab, como possíveis biocatalisadores, estimulando dessa forma o uso sustentável da Biodiversidade Amazônica.
No decorrer do estudo, os pesquisadores encontraram duas situações distintas: uma a partir da utilização dos microrganismos isolados da coleção INCT-Ceab para a redução de diferentes cetonas, na qual os resultados se mostraram promissores. Segundo o pesquisador, os resultados obtidos pelo trabalho estão em fase de refinamento e de preparação de um manus–crito, que será submetido para publicação em revista especializada na área de biocatálise.
A outra parte da pesquisa se deteve única e exclusivamente na busca de metodo‑ logia de obtenção de um produto natural, a Bergenina, que está presente no chá das cascas do Uxizeiro (Sacoglotis uchi), comumente utilizado na medicina po–pular da Região Norte.

Especialistas da área utilizam tema em congressos

De acordo com Fernandes, a metodologia desenvolvida pelo grupo de pesquisa é mais barata e muito mais eficiente no que se refere às quantidades de Bergenina que se pode obter, quando comparada com as metodologias já descritas na literatura. Tais resultados estão em fase já adiantada de um processo de preservação de propriedade intelectual, na forma de patente.
Fernandes lembra, que os próximos passos, a serem coordenados pela doutora Luciana de Boer Pinheiro de Souza (em seu projeto DCR) e em colaboração com a doutora Sandra Patrícia Zanotto, doutor Emerson Silva Lima, da Farmacologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), juntamente com a participação efetiva dos alunos Danielle Rachel Santos (aluna do Mestrado), Walber Souza da Silva e Adam Macedo Martins (alunos de iniciação científica), são modificar estruturalmente a Bergenina, como forma de verificar um possível aumento nas atividades farmacológicas já descritas, principalmente, buscar novas atividades dos derivados da Bergenina.
A proposta da pesquisa era preparar um projeto que envolvesse especialistas da área de biotecnologia, visando ativar tais moléculas inativas, dar outros tipos de atividades às mesmas e, principalmente, utilizar de forma racional a biodiversidade Amazônica, em encontros e congressos específicos da área.

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