Wilson recebeu o governo com 71% do AM em insegurança alimentar

Infelizmente, os dados do IBGE de 2018 confirmaram o que venho dizendo ao longo dos anos no meu Blog Thomaz Rural e nas minhas colunas semanais do JORNAL DO COMMERCIO, o nosso centenário JC.

E os números de 2018 são bem piores do que eu imaginava.  Uma tristeza!

A herança recebida pelo atual governo Wilson Lima, segundo dados do IBGE de 2018 apontam que “…pelo menos 71% dos moradores do Amazonas, o equivalente a 2,765 milhões de pessoas, que viviam em 665 mil domicílios, apresentaram algum grau de “insegurança alimentar” entre 2017 e 2018…” (trechos da matéria do JC).

Agora, é olhar pra frente, pois é inaceitável continuar com esse quadro de “FOME” num estado tão rico. E para isso é preciso….

  1. Rever, totalmente, o atual modelo econômico do PIM/ZFM. Não pode ser o único, os números do IBGE confirmam;
  2. Destravar, urgentemente, a regularização fundiária;
  3. Destravar, urgentemente, o licenciamento ambiental;
  4. Ouvir os pesquisadores da EMBRAPA para implementar o farto portfólio sustentável dessa conceituada empresa;

Com o baixo nível quantitativo de concessões de dispensa e/ou licenciamento ambiental ao produtor rural temos várias políticas/programas do estado e do governo federal travados, entre eles o tão sonhado acesso ao crédito rural e o de mecanização/calcário.

Volto a repetir, só o agronegócio familiar e empresarial pode amenizar esse quadro de pobreza em nosso estado.

Temos que continuar mantendo a floresta em pé, isso é indiscutível, mas é fato que nem o modelo econômico implementado no Polo Industrial de Manaus há mais de 50 anos, nem essa gigantesca riqueza da nossa biodiversidade estão resolvendo o elevado grau de insegurança alimentar no amazonas.

Já temos 97% de verde, então, o que o IBGE nos aponta é que precisamos de “MAIS RENDA” para comprar comida. Discordei do uso da imagem do Amazonas “pegando fogo” no lançamento do programa de combate às queimadas, assim como discordo em ter denominado um programa de “Mais Verde” no Amazonas que tem 97% de sua área preservada. A foto do “fogo” e essa denominação de “Mais Verde” não traduzem a realidade do Amazonas preservado, isso é passar uma imagem errada ao mundo, é jogar contra que tem fome no Amazonas.

Esses dados do IBGE de 2018 chegaram em boa hora. Espero, sinceramente, que esse assunto entre em pauta nas eleições municipais, e não fique, como no passado, somente em educação, saúde e segurança.

Espero que as empresas de comunicação que irão organizar os debates com os prefeituráveis levem esses números recente do IBGE e incluam o combate à fome, ao desperdício de alimentos, a insegurança alimentar e nutricional e o apoio agronegócio familiar e empresarial em pauta.

Por fim, volto a defender que os atores envolvidos com setor agropecuário do Amazonas, os mais de 300 mil produtores rurais votem em candidatos que, comprovadamente, tem compromisso com o setor rural, com a geração de emprego e renda. Precisamos aumentar a presença do setor no legislativo e executivo dos 62 municípios.

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