Wilson Lima defende bioeconomia como alternativa

O governador Wilson Lima defendeu nesta sexta-feira (17), durante a webconferência promovida pelo TCE-AM (Tribunal de Contas do Estado), a necessidade de pragmatismo, regularização fundiária, cadastro ambiental rural, o zoneamento econômico ecológico e o pagamento por serviços ambientais, como fundamentais para estimular a bioeconomia no Estado do Amazonas. Para ele, essas são estratégias fundamentais para a conservação da floresta e a valorização de quem a mantém em pé.

“É preciso que a gente seja pragmático e apresente soluções para quem mora na Amazônia, daí a necessidade de avançar com algumas pautas que são antigas, mas que até hoje acabam sendo um grande entrave para a proteção da Amazônia. A questão da regularização fundiária é fundamental, o cadastro ambiental rural, o zoneamento econômico ecológico, o pagamento por serviços ambientais, entre outras”, afirmou Wilson Lima.

Segundo o governador, o Estado do Amazonas tem 97% da sua cobertura vegetal protegida. Portanto, precisa se recompensado. “O nosso povo precisa ser recompensado de alguma forma por todo esse esforço que é feito. Por isso, é preciso avançar na bioeconomia, fazer com que a floresta se transforme em ativo, que o produto que é explorado aqui possa ter o valor agregado. Que ele saia daqui com a marca Amazônia e que o principal beneficiado seja o cidadão que está morando na floresta”, ressaltou Lima.

Políticas públicas

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, também participou do evento do TCE-AM e destacou os avanços do governo do Amazonas na regulamentação da LSA (Lei de Serviços Ambientais), que atribui a remuneração de populações tradicionais por serviços prestados ao meio ambiente.

“Temos certeza de que é possível remunerar os serviços ambientais e fazer com que essa remuneração forme um cinturão de proteção social para essas comunidades reconhecidamente envolvidas na proteção das florestas”, pontuou.

Durante a webconferência, o TCE-AM destacou ainda o avanço do Amazonas na gestão de UCs (Unidades de Conservação), com o aumento do número de UCs com Planos de Gestão estabelecidos e Conselhos Gestores definidos. No estado, são 42 as áreas protegidas estaduais gerenciadas pela Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente).

“Se a gente não coloca uma barreira de apoio para essas pessoas, que estão lá nos rincões mais profundos da floresta, de proteção e presença de políticas públicas, inclusive com geração de renda, a gente não vai conseguir evitar aquilo que é a causa principal do grande desmatamento, que são os crimes comuns ligados à posse da terra e ao roubo da terra pública”, acrescentou Taveira.

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