Wilker alerta sobre os riscos da construção de aterro sanitário nas margens do Igarapé do Leão

O deputado estadual Wilker Barreto usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)  para denunciar sobre os perigos da construção de um aterro sanitário privado no entorno do Igarapé do Leão, localizado no quilômetro 13 da BR-174. De acordo com o parlamentar, a obra de propriedade da construtora Marquise Ambiental vem sendo instalada a poucos metros da nascente do igarapé, o que poderá trazer graves consequências ao meio ambiente e impactar na qualidade de vida dos mais de 100 moradores que residem próximos ao local.

Preocupado com a questão ambiental, Wilker afirmou que a construção do aterro sanitário nas proximidades do manancial é uma “bomba-relógio” para as próximas gerações. O aterro sanitário as margens do Igarapé do Leão é o principal afluente do Rio Tarumã, que é afluente do Rio Negro/Rio Amazonas. A lixeira está localizada em área de proteção do Sauim de Coleira.

“Estou severamente preocupado com a instalação do aterro sanitário da empresa Marquise ali no igarapé do Leão. Pode até ter todos os protocolos de segurança, mas a 200 metros de uma nascente, é uma bomba-relógio. Nós temos uma imensidão territorial do nosso Amazonas, porque nós vamos licenciar próximo de nascentes? Isso é uma falta de coerência e, repito, nós estamos armando uma bomba relógio para as próximas gerações”, disse o deputado, em Sessão Ordinária desta quarta.

Diante da temeridade, Barreto ingressou com um requerimento, no seio da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Casa Legislativa (CGEO-Aleam), convidando o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Construtora Marquise S/A para que sejam prestados esclarecimentos acerca do licenciamento do aterro sanitário em áreas de nascente do Igarapé do Leão.

“Eu não irei armar esta bomba para estourar daqui a 10, 15 anos, nós precisamos ponderar agora, por isso, que possamos convidar a empresa, o IPAAM, e os órgãos de licenciamento para discutirmos amplamente se vale a pena correr este risco”, ponderou o parlamentar.

Serafim Corrêa alerta que Cidade Flutuante pode se repetir no Tarumã

http://www.ale.am.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/WhatsApp-Image-2021-08-04-at-11.20.16-640x380.jpeg
 Foto: divulgação Aleam

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) solicitou à Capitania dos Portos e ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas(Ipaam) fiscalização nos flutuantes instalados ao longo da Orla do Tarumã. Para o parlamentar, faltam ações sanitárias e de segurança na maioria dos locais.

“Hoje, temos o Igarapé do Tarumã sendo invadido por flutuantes. Não tenho nada contra os flutuantes, mas é preciso ter condições de segurança e sanitárias para tal. A maioria dos flutuantes não têm uma coisa e nem outra. É preciso que a Capitania dos Portos e Ipaam possam agir para evitar que  surja uma nova Cidade Flutuante, o que vai dar um trabalho enorme para ser desmontado”, alertou o deputado durante discurso na Aleam.

Serafim Corrêa sugeriu ao Governo do Estado e à prefeitura de Manaus que entrem em entendimento para dar continuidade à obra de revitalização da Orla do Tarumã para ser mais uma opção de lazer, pois atualmente, o entretenimento está concentrado apenas nos flutuantes.

“Sugiro que se avance com a obra rumo à Ponta Negra e no Tarumã se faça, a partir da Marina do David, algo semelhante para que o povo possa usufruir das belezas do local. É importante porque as pessoas estão usufruindo apenas dos flutuantes que estão sujando e degradando a área, além de gerarem problemas muito delicados”, disse.

Para o deputado, a obra de revitalização feita no entorno da Orla do São Raimundo pelo governo do estado, na época pelo governador José Melo, é necessária para a recuperação dos espaços de lazer para a população, mas precisa ser concluída.

O líder do PSB na Casa Legislativa chegou a exibir imagens da Cidade Flutuante, instalada em Manaus nos anos de 1960. Segundo Serafim, o local  provocou poluição e degradação, além do seu desmonte ter sido dificultado na época.

“Outro momento da cidade flutuante, em 1965, conseguiram retirar todos esses flutuantes e quem trabalhava em flutuante terminou melhorando de vida, porque veio para a capital”, lembrou.

Foto/Destaque: Wilkinson Cardoso

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email