Wall Street se recupera e fecha em alta apesar de incerteza sobre Fed

As Bolsas americanas reverteram o mau desempenho que apresentaram ao longo da maior parte do dia e fecharam em alta na segunda-feira.
Os investidores, como tem ocorrido nas últimas sessões, aproveitaram os momentos finais do pregão para procurar bons preços, na ausência de más notícias que pudessem frear novos movimentos.
A Bolsa de Valores de Nova York encerrou em alta de 0,32%, com 13.121,35 pontos no índice DJIA (Dow Jones Industrial Average), enquanto o S&P 500 teve ligeira variação negativa de 0,03%, para 1.445,55 pontos. A Bolsa Nasdaq teve alta de 0,14% e ficou com 2.508,59 pontos.
Os investidores aguardam que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) aja de modo mais incisivo para conter o risco de que a crise provocada pelo mercado de créditos de risco dos EUA atinja a economia como um todo.
O banco vem injetando liquidez no sistema financeiro, para evitar uma eventual crise causada por uma corrida para saques. Ontem foi feita mais uma liberação de US$ 3,5 bilhões nos mercados. No total, o órgão já liberou, desde o último dia 9, US$ 97,5 bilhões para acalmar o mercado financeiro.

Taxa de desconto

Essa linha de ação, no entanto, não tem surtido efeitos muito positivos. A ação do Fed que causou uma melhora nos índices das Bolsas em Wall Street foi o corte da taxa de desconto do banco (utilizada pelo Fed em empréstimo de recursos de curto prazo para bancos com dificuldades financeiras), para 5,75% (contra 6,25% antes), feito na sexta-feira.
A ação trouxe alívio aos investidores, que viram na medida um sinal de que o banco poderia reduzir também a taxa básica de juros, a dos fundos federais, hoje em 5,25% -a taxa é a principal da política monetária americana.
O Fed, no entanto, não deu indicações ainda de que um corte de juros esteja à vista -pelo menos até a próxima reunião do comitê de política monetária do banco (programada para 18 de setembro).

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