Walfrido diz que não cogita se afastar do cargo

O ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) disse que tem a solidariedade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação às denúncias de que teria atuado no mensalão mineiro. O petebista, que passou parte da manhã com o presidente no Palácio da Alvorada, afirmou que não cogita se afastar do cargo.
No final da tarde, o ministro foi recebido pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Prometeu esclarecer com “documentos e explanações cristalinas” que as acusações feitas contra ele não procedem. Não especificou, entretanto, que tipo de documento entregaria ao procurador. Antonio Fernando deve oferecer ao Supremo Tribunal Federal, no final do mês ou começo de outubro, a denúncia formal relativa ao capítulo mineiro do mensalão.
Segundo a Polícia Federal, Walfrido atuou para indicar políticos que receberiam dinheiro da campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo mineiro, organizou a contratação do publicitário Duda Mendonça e levantou empréstimos no Banco Rural.
Walfrido disse que foi ao Alvorada tratar com Lula a respeito de temas do interesse do governo, como a CPMF. Ao final da conversa, afirmou ter tomado a iniciativa de falar com o presidente sobre as denúncias.
Para Walfrido, o episódio não constrange o governo. Ele classificou de “uma obrigação” sua se defender. “Preciso dar satisfação não só ao presidente, mas também às pessoas que compõe o governo e à população”, afirmou.
Questionado a respeito da reação de Lula, acrescentou: “Ele demonstrou, como sempre, solidariedade, amizade e confiança”.
Procurada, a assessoria do governador Aécio Neves (PSDB) não se manifestou sobre a citação a seu nome na lista investigada pela Polícia Federal até o início da noite de segunda-feira.
A assessoria de Mares Guia afirmou que o ministro fez apenas “projeções de gastos” da campanha de 1998, com base na sua experiência de 1994, quando foi coordenador da primeira campanha de Azeredo ao governo.
Segundo a assessoria, o ministro fez “um exercício sobre como seria um gasto de campanha”. O pagamento de R$ 507 mil da dívida do ex-tesoureiro Cláudio Mourão, segundo a assessoria, foi feito em 2002 com recursos do ministro.

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