Waldemir José propõe CPI do sistema viário para investigar indícios de contratos viciados

As empresas Consladel e Datapromo, vencedoras da licitação em Manaus, foram citadas como suspeitas de fraudes em todo o país, de acordo com reportagem investigativa

Os indícios de contratos viciados realizados pela Consladel e Datapromo, prestadoras de serviço ao sistema viário da Prefeitura de Manaus, levaram o vereador Waldemir José (PT) a ingressar ontem com um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), com objetivo de investigar a execução dos serviços de instalação de radares e atuação do sistema de “mídia embarcada”, realizados pelas empresas vencedoras dos processos licitatórios.
As empresas foram citadas como suspeitas de fraudes em todo o país, de acordo com reportagem exibida ontem no programa Fantástico que denunciou: “Máfia das multas e lombadas eletrônicas fatura R$ 2 bilhões por ano”.
Sobre a Consladel, vencedora da concorrência pública (009/2009) no valor de R$ 90,3 milhões para a operacionalização do sistema de fiscalização eletrônica do trânsito local, a matéria cita o seguinte: “Um representante de outro fabricante de radares, a Consladel, confirma a fraude que permite tirar multas antes que elas sejam enviadas ao Detran. A partir daí Cleberton Tintor segue o roteiro desse tipo de negociata: propinas, editais direcionados, fraudes”.
A Datapromo é a empresa responsável, em Manaus, pela instalação dos serviços de monitoramento de ônibus em tempo real, registrando todos os atrasos, paradas irregulares, desvios de rotas e até a posição atualizada do veículo, após ter vencido licitação realizada em 2009.
A empresa possui sede em Curitiba, que atualmente atende, na área de mídia embarcada, as cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e outras do interior de São Paulo.
Na denúncia do Fantástico, ela é citada: “Outras revelações comprovam a falta de critérios para instalar radares no país. Em Curitiba, há empresas que oferecem negócios mais lucrativos para as prefeituras corruptas.
O encontro com o Alexandre Matschinke, vendedor da Datapromo, revela uma cena de corrupção explícita”.
Diante das suspeitas levantadas pela reportagem dessas e de outras empresas que integram a “Máfia dos radares”, o vereador acredita ser necessário investigar a atuação das empresas, uma vez que diz respeito a um dos maiores gargalos da capital do Amazonas, que é o trânsito.
“Isso é um absurdo, uma vez que lida com o dinheiro do contribuinte manauara”, ressaltou.
Além do mais, a Consladel foi doadora da campanha para prefeito de Amazonino Mendes (PTB), em 2008.
A prefeitura promete instalar, até o final deste semestre, 28 novos radares eletrônicos que completarão 60 radares fiscalizando o excesso de velocidade e o avanço de sinal vermelho nas ruas e avenidas de Manaus.

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