16 de abril de 2021

Volume de cargas encolhe no Aeroporto

O volume de importações registrado pelo Teca (Terminal de Cargas) do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes caiu 13,23% de janeiro a novembro deste ano, comparado ao mesmo período de 2008

O volume de importações registrado pelo Teca (Terminal de Cargas) do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes caiu 13,23% de janeiro a novembro deste ano, comparado ao mesmo período de 2008. A informação foi divulgada pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e é um indicativo da lenta recuperação das empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus), que dependem da importação de insumos para alimentar a linha de produção, como avaliou o diretor-adjunto da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) da coordenadoria de comércio exterior, Moacyr Bittencourt.
Segundo o especialista em balança comercial, a queda vista no aeroporto é sentida em todo o país e não deve ser motivo de preocupação. “Infelizmente, a indústria brasileira ainda não se recuperou totalmente da crise que vem abalando o faturamento das empresas desde o final de 2008, mas podemos comemorar um leve crescimento de quase 33% nas importações de setembro a novembro”, amenizou Bittencourt, referindo-se aos 32,88% de alta nas exportações destes três meses na análise de 2008 para 2009.
Na avaliação do diretor-adjunto, esse crescimento, a partir de setembro, mostra que a quantidade de pedidos de Natal encaminhados pelo comércio está alavancando aos poucos a indústria amazonense. “Podemos esperar um desempenho superior ao deste ano para 2010, se a cotação do dólar se mantiver estável e as encomendas continuarem chegando às fábricas”, arriscou.

Exportações em queda

As exportações também despencaram desde o ano passado. De janeiro a novembro de 2008 para 2009 a queda foi de 17,3%; 4,07 pontos percentuais de declínio além do registrado nas importações.
Poucas empresas do PIM não importam insumos para finalizar seus produtos. Um exemplo disto é a Moto Honda que compra todos os componentes que precisa de 28 fábricas localizadas no polo fabril manauense, de acordo com dados da assessoria de imprensa da planta de Manaus. A produtora de motocicletas emprega 10 mil profissionais diretamente e fabrica 7.200 motos por dia.
Há mais pessoas trabalhando na Moto Honda que habitantes em Japurá (4.238) ou Silves (8.543), distantes de Manaus a 737 km e a 203 km, respectivamente, considerando os números divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), neste ano.

Infraestrutura de órgãos federais necessita de
melhorias, defende Cieam

A balança comercial do Amazonas, neste ano, está pendendo para as importações, segundo o Mdic (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio). De janeiro a novembro deste ano as importações do Estado geraram US$ 6.3 bilhões com a movimentação de pouco mais de 1 milhão de toneladas de produtos, sendo 32,57% inferior a marca de 2008. Em contrapartida, as exportações do ano contabilizam US$ 738.7 milhões no mesmo período analisado anteriormente, apontando 32,63 pontos percentuais abaixo do valor registrado em 2008.

Vocação da ZFM

Para Bittencourt, as exportações amazonenses dificilmente poderão superar as importações devido à vocação do modelo ZFM (Zona Franca de Manaus) que prioriza o abastecimento do mercado interno. “Como grande parte da movimentação da balança comercial do Estado é gerada pelo PIM e o volume de importação de insumos é grande, frente à pequena venda de produtos para o exterior, o quadro não se inverterá tão cedo”, asseverou.
Na opinião do diretor-executivo do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, o impacto sentido pelas empresas devido à redução nas importações tem motivos externos. “A redução não se deu em função da infraestrutura aeroportuária e sim por dois fatores: recuo do consumo interno nos primeiros seis meses do ano e a acentuada diminuição nas exportações, devido a crise internacional ter sido mais acentuada lá fora que no Brasil”, explicou Mota.
O dirigente apontou a necessidade de “incrementar” a infraestrutura do aeroporto nos setores da Receita Federal, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), para agilizar o processo de importação. Entretanto, Mota afirmou que no momento os trabalhos estão atendendo a demanda.

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