16 de abril de 2021

Volta do IPI derruba vendas de carros zero

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As vendas de carros novos na cidade em abril sofreram queda de 23% em relação ao mês anterior segundo o Detran (Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas).

As vendas de carros novos na cidade em abril sofreram queda de 23% em relação ao mês anterior segundo o Detran (Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas). Dados computados pelo órgão apontam que, em março, foram emplacados 6.355 veículos zero quilômetro contra 4.879, em abril, uma diferença de 1.476 veículos.
Empresários amazonenses do segmento atribuem a retração ao fim do desconto de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre carros novos, no mês anterior. Para reverter a queda, no entanto, já anunciaram várias ações para aumentar as vendas, a exemplo de feirões e financimentos com taxas diferenciadas.
Passada a época de vendas aquecidas pelo incentivo federal anticrise, as revendedoras se preparam para um período de retração. Outro fator negativo que anuncia retrair o varejo especializado é o aumento da taxa básica de juros e seus efeitos sobre a concessão de crédito para o consumo.
“Apesar dos aumentos serem considerados mínimos, o impacto psicológico é grande, fazendo com que o consumidor tome posição de cautela, anulando qualquer atitude que o leve as compras. Consequentemente, haverá uma ligeira retração nas vendas”, avaliou o gerente de vendas da Via Marconi, Antonio Carlos da Costa.
O executivo disse que espera uma redução ainda maior para este mês. “Sinceramente, vejo que a queda em maio será maior ainda, o consumidor se acostumou com preços menores e com os aumentos anunciados pelo governo”, lamentou.
Com o seguimento de veículos em queda, as concessionárias locais apostam em promoções e feirões para alavancar as vendas. O gerente de vendas da concessionária Braga Veículos, Onias Mota, ressaltou que varias ações estão sendo tomadas para desovar os estoques de veículos adquiridos na época do IPI baixo, incluindo descontos e financiamentos com taxas especiais.
“Nos primeiros meses do ano, houve uma antecipação nas compras por conta do incentivo. Já esperávamos uma retração, mas a queda foi muito superior. A ordem agora é que todo cliente saia com um carro. Sempre haverá uma condição especial para o cliente efetuar sua compra e sair satisfeito”, comentou.

Queda no resto do país foi de 24,15%

Segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), em nível nacional, o segmento sofreu queda de 24,15% na passagem de março para abril, com 208.919 carros emplacados. Incluídas as vendas de caminhões e ônibus, o recuo foi de 21,45%.
Apesar dos índices negativos, abril deste ano registrou o segundo melhor desempenho para o mês na série histórica, perdendo apenas para abril de 2008, na época do pré-crise. No acumulado dos quatro meses, foi registrado recorde histórico de vendas, com 1.61milhão de unidades comercializadas. Um dado que chama a atenção, conforme a entidade, é o varejo de caminhões, que deve crescer 36% em relação ao ano passado.
Considerando somente a categoria automóveis, o ranking nacional mostra que a Volkswagen lidera as vendas com 25,26%, a Fiat vem em segundo com 24,99%, desse mercado e a GM vem na terceira posição com 20,26% dos emplacamentos de automóveis no país.

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