Não temos dúvida de que o mundo viverá um pesadelo em constante ebulição; não os decorrentes de terremotos ou furacões, mas os que sempre foram criados pelo ser humano, cujos objetivos ferem a verdadeira dignidade e honradez de Nações que sequer respeitam os direitos sagrados de seus próprios filhos.

E, com isto, muitas delas se afastaram dos verdadeiros princípios constitucionais que previamente adotavam para sufocar seu próprio futuro. A derrocada de Cuba, uma ilha riquíssima onde o turismo era uma das fontes de arrecadação optara por um regime que levara seus filhos ao inferno. Nem mencionaremos a Venezuela porque 40% de seu povo já abandonara seu solo.

Embora interesse o lado de cá, o contrário se dera na Europa, notadamente após a queda do muro de Berlim, quando todos os alemães que viviam no oriente passaram para o ocidente, buscando uma melhor qualidade de vida. Até a URSS desaparecera… será que foram equívocos ou as nações surgidas estão arrependidas? Mas temos certeza que essa pandemia deixará uma marca indelével da amargura nas profundezas de nossas memórias. Por isso, Paulo Bonfim há tempos já dissera: “É preciso que se faça uma pausa para que se possa ouvir bater o coração do universo”.

Por isso, enfrentar as desgraças que atingiram o ser humano indefeso será um dos ônus que os atuais governantes de cá e de lá terão pela frente, devendo  todos ter um único foco: recuperar a saúde,  preservar a vida e restabelecer a economia.

Se há hoje uma devastadora desigualdade de oportunidades, a culpa faz parte de um passado retrógrado, alimentado pela eiva da corrupção; não se podendo condenar a globalização, nem o mundo capitalista como se este tivesse advindo daquela; muito menos o avanço de vários segmentos em decorrência da tecnologia.

Assegurar a igualdade de condições a todos sempre deveria ter sido o objetivo dos ex-governantes que ao longo de 14 anos no poder limitaram-se a lembrar dos necessitados a cada quatro anos, sempre para explorá-los, mantendo-os no cativeiro da miséria, da fome e do analfabetismo. O futuro das gerações fora jogado na vala do ostracismo. Hoje, obter uma vida digna é tarefa árdua, mas dever de todos para que tenhamos o verdadeiro Estado Democrático de Direito.

Assim, enfrentar os ventos da adversidade e os que rezam para uma tempestade fará parte dos que buscam o bem estar do povo com a coragem dos fortes que sempre se alimentam da FÉ aliada ao trabalho. Os que se utilizam do “quanto pior, melhor” são os que desejam ver o crescimento das vítimas seja pela miséria, seja pelo desemprego ou pela FOME.

Torcer pelo “pró-vírus” é uma demonstração de fraqueza d’alma e de antipatriotísmo como se estivéssemos numa frente de combates desunidos internamente; até porque custa-nos crer que tenhamos brasileiros de verdade assistindo uma luta como se dela não fizesse parte…

Enquanto o governo federal leva água aos lugares mais distantes do nordeste; conclui estradas paralisadas há décadas, lança edital para a conclusão de outras; paga auxílio emergencial para 46 milhões de necessitados, os infelizes derrotados nas urnas optam por denegrir nossa imagem no exterior numa atitude lesa-pátria, indigna e própria dos comunistas que adoram o progresso do capitalismo, mas fogem da Venezuela como o diabo foge da cruz.

A pobreza de espírito não é sentimento muito menos postura. “A Cesar o que é de Cesar”, porque os verdadeiros brasileiros tem orgulho de nossa bandeira, enquanto os demais cheiram o gosto da cor vermelha hoje inexistente.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é Ex- Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 – OAB/AM-A-29 

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