Hoje, no dia em que comemoramos os 199 anos da “Independência do Brasil”, me peguei refletindo sobre a atual situação do país. Por que o povo brasileiro acredita tanto em fake news? Por que o povo brasileiro tem tanta veneração por políticos corruptos? Por que o povo brasileiro não se livra do estigma de povo pacífico? Por que não vai à luta? Por que o povo brasileiro não reage a tantas injustiças? Por que o povo brasileiro está perdendo a humanidade? Por que o povo brasileiro se diz tão cristão, mas ao mesmo tempo é tão egoísta?

Por que fanáticos religiosos que se autointitulam “cidadãos de bem” estão dividindo o país em nome de Deus? Deus não era a favor da união do povo? Será que essas pessoas que pregam a divisão do país entre Bolsonaro e Lula, católicos e evangélicos, direita e esquerda, conhecem o Salmo 133: 

“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes. É como o orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre”. 

Por que o povo brasileiro vem sofrendo tanto nos últimos anos? Por que o povo brasileiro aceita ser pária do mundo? Por que o povo brasileiro não busca o caminho da verdade? Por que o povo brasileiro quer seguir o caminho do fascismo, da ditadura? Por que é tão difícil para o povo brasileiro reconhecer que errou na eleição passada? Por que o povo brasileiro não busca saber a verdade? Por que o povo brasileiro acredita tanto nas redes sociais como fonte de informação? 

Por que o povo brasileiro não procura ler um jornal? Um livro? Por que o povo brasileiro, no tocante à saúde, por exemplo, prefere seguir os conselhos de um pastor, de um padre e não de um médico? Por que o povo brasileiro, no tocante à vacina, opta pela política em vez da ciência? Por que muitos políticos, principalmente os que hoje estão no poder, não toleram o pensamento contraditório?

Por que os fundamentalistas, os moralistas, os fanáticos religiosos se acham melhores do que aqueles que dizem não ter nenhuma religião? Por que alguns brasileiros agem como os fariseus no tempo de Jesus? Será por que são pessoas que são hipócritas, completamente falsas e encenam tudo que fazem, enquanto fingem ser boas, gentis e positivas? 

Por que há mais males na sociedade atual do que no passado? Por que o Brasil ainda não conquistou a sua independência? Por que o país vai de mal a pior? Por que o Brasil se tornou um país estranho para os próprios brasileiros? Por que há tanta dor, tanta angústia, tanta fome, tanto sofrimento… num povo que tem tudo para ser feliz, mas que, infelizmente, vive o pior momento de sua história? Por quê? Por quê?

São tantas e tantas perguntas ainda por fazer. Elas brotam, como se uma comporta tivesse sido aberta, dando vazão aquele pensamento de Sócrates que diz: “O homem sábio pergunta, o homem vil responde”. Por isso, seja sábio, pergunte sempre. Nunca aceite respostas prontas. Respostas prontas limitam a capacidade humana de reflexão.

Por fim, eu acredito no poder transformador das perguntas. Em toda e qualquer pergunta. Mas as perguntas essenciais me atraem, tipo essas que foram feitas nesse artigo. E como o intuito aqui é fazer perguntas e não respondê-las, vou fazer uma última pergunta: Por que a dúvida não faz parte da vida do povo brasileiro? Vamos refletir sobre isto?

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