Visão JCAM – um olhar amazônida

Um novo espaço de debate foi aberto pelo Grupo Jornal do Commercio do Amazonas (JCAM) nesta última segunda-feira (21): ‘VISÃO JCAM – UM OLHAR AMAZÔNIDA’.

O encontro deu-se através de uma live que discutiu como primeiro tema mineração, óleo e gás na Amazônia, e contou com a presença dos convidados:  superintendente da SUFRAMA Gal. Algacir Antonio Polsin, superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da SUFRAMA Cel. Manoel Fernandes Amaral Filho, do presidente da Cooperativa de Garimpeiros da Amazônia Geomário Leitão Sena, e do consultor geólogo Jorge Garcez.

Em tempos que a polarização política diminuiu, sensivelmente, os momentos de enfrentamento dos problemas amazônicos, com números emergenciais de desmatamento e operações de fiscalização ostensiva da Polícia Federal em atividades garimpeiras, ‘VISÃO JCAM’ busca construir pontes entre sujeitos e instituições de forma a desenharmos soluções socioeconômicas e ambientais às atividades produtivas em nossa região.

A ideia não é nova e homenageia nosso saudoso presidente Guilherme Aluízio de Oliveira Silva, que, habitualmente, reunia, nas instalações do JCAM, diretores industriais, parlamentares e gestores públicos numa discussão franca, direta e, às vezes, no “pé do ouvido”, dos problemas econômicos da Zona Franca de Manaus. Assim inspirado, propus, sendo acatado pela Direção do JCAM, retomar o velho hábito de encontrar amazonenses e amazônidas interessados em falar sobre alternativas e recomendações ao modelo econômico dependente da isenção tributária que nos impõe uma data limite: 2073.

Nos comentários do superintendente da SUFRAMA, a mineração e a indústria petrolífera constituem parte de uma matriz econômica estratégica que será discutida ao longo de sua gestão, recém iniciada em junho último.

Questionado sobre mineração em terras indígenas e atividades garimpeiras, o Gal. Polsin ressaltou o caráter legalista que estas questões exigem, especialmente, pela sensibilidade social e ambiental que tais atividades devem operar, regularizadas, na Amazônia.

Diante das discussões e temas apresentados, o gestor concluiu ser a SUFRAMA, enquanto agente do desenvolvimento regional, importante lugar de diálogo entre o Setor Mineral e Petrolífero, e as populações locais afetadas, citando os casos do projeto de exploração de potássio da empresa Potássio do Brasil, em Autazes, e do linhão de energia até Boa Vista que aguarda as consultas públicas das populações indígenas.

O representante da Cooperativa Garimpeira, Geomário Sena, demonstrou a responsabilidade social e econômica das atividades garimpeiras no rio Madeira. Mais de 2.000 famílias lavram ouro há mais de 40 anos e produzimos receitas nos municípios onde atuamos, pois, fazemos compras para operar o garimpo nas sedes e comunidades.

Questionado sobre os impactos ambientais do mercúrio, o presidente explicou que o uso da tecnologia da retorta, um sistema fechado de reaproveitamento do metal tóxico, já é uma realidade há anos no rio Madeira. Isso fez com que os garimpeiros não mais contaminassem os rios, e, simplesmente, desde 2015, nossas licenças ambientais não foram renovadas, reclamando que isso não é noticiado pela mídia que os apresenta sempre, marginalizados.

O consultor Jorge Garcez conclamou a SUFRAMA a construir um projeto de desenvolvimento regional suportado pela mineração e pela indústria petrolífera, especialmente, quando a minero-indústria caminha para o modelo 4.0, a exemplo da empresa Vale na Amazônia que inovou ao produzir minério de ferro em processos de lavra sem a presença de água e automatizados. Relembrou ainda, o trabalho de planejamento estratégico, iniciado desde os anos 2000, por um grupo de geólogos do Amazonas, que permitiu uma intensa agenda de discussões políticas que resultaram na atração de novos investimentos ao Estado.

Aos que não puderam acompanhar ao vivo, segue o link do programa: https://www.facebook.com/jcommercio/live . São 60 minutos de um bom material que muito contribuiu ao nosso aprendizado, como convidados, entrevistadores e expectadores.

Até o final de ano de 2020 serão mais três encontros, programados para os dias 19 de outubro, 09 de novembro e 14 de dezembro, tendo como temas: bioeconomia, indústria 4.0, agropecuária e turismo.

Na certeza de futuros debates exitosos, ‘VISÃO JCAM’ cumpre seu papel de também produzir conhecimento, reunindo pessoas num espaço dedicado aos que trabalham por uma Amazônia cuidada pelo olhar dos que aqui vivem, nativos, ou amazônidas de boa vontade.

Convido nossos leitores a apreciar todo o conteúdo do agora, presente, ‘VISÃO JCAM – UM OLHAR AMAZÔNIDA’.

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