Visão JCAM discute CBA e a nova indústria do Estado

Na segunda-feira (19), representantes do setor público e privado, participam a partir das 11h45, do programa  “Visão JCAM” com o tema ‘Bioeconomia do CBA à Bioindústria’, promovido pelo Jornal do Commercio.

O evento vai reunir o coordenador-geral do CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia), Fábio Calderaro, o presidente do Cieam Wilson Périco e o pesquisador líder do Grupo de Pesquisa Química Analítica Aplicada à Tecnologia da UEA,  Sergio Duvoisin Júnior.  Como mediadores, os jornalistas Fred Novaes e Caubi Cerquinho, o geólogo Daniel Nava e ainda o superintendente do JC, Adalberto Santos.

O debate reacende questões pontuais sobre o potencial para o desenvolvimento de uma economia mais sustentável e os gargalos que ainda travam a implementação de ferramentas para o setor. Além de uma reflexão do CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia) à  bioindústria entre dinâmicas estratégicas que a Suframa hoje desta nova visão do Centro no governo Bolsonaro sobre a estrutura que está se montando. Como visões estratégicas que o CBA passa a ter diante da nova gestão. E como a Suframa e o governo federal  entendem deste fator voltado para biodiversidade como elemento alavancador de uma tecnologia atrelada a uma indústria produtiva. 

O coordenador técnico do programa, Daniel Nava, diz que o tema segue a linha da importância que é a biodiversidade na região com 20% de água doce da região ⅓ das florestas e milhares de espécies dentro deste potencial como na  botânica ou na fauna. “É uma dimensão econômica fantástica. Estas são as grandes razões pela escolha do tema”.

Nava menciona que o debate pretende explanar como a Suframa por meio do CBA pretende alavancar a linha de biotecnologia. E como o Cieam se prepara para absorver dentro deste Centro toda uma indústria dedicada à biotecnologia “fármacos, cosméticos de um indústria diretamente relacionada a microrganismos que produzem enzimas de utilização com foco na indústria de cerveja e a produção de sabão em pó entre outras e produção dessas enzimas como catalisadores de processos  industriais”.  

Como representante das indústrias que fomentam as atividades a partir de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), para o desenvolvimento e inovação nas diversas linhas o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco um dos convidados para o bate-papo, promove um debate com esse enfoque e dar vazão sobre a importância de fomentar a bioeconomia no Amazonas. Para ele, é evidente que o modelo Zona Franca por si só não garante a sustentação socioeconômica do Estado por um período longo, um futuro de longo prazo. Há necessidade  de integrar outros setores com as indústrias como fomento de grande potencial que a bioeconomia requer como uma matriz geradora de riquezas.

“É muito importante nós começarmos a desenvolver novas matrizes econômicas, se possível além dos muros da capital explorando toda a potencialidade do nosso Estado. Não para substituir o modelo, mas acrescentar para dar ao Amazonas essa sustentação que ele vai precisar no futuro. A biodiversidade é uma dessas atividades. Sem dúvida, é importante nós debatermos o tema em todos os órgãos”.

Por meio do centro de pesquisas da UEA, dentro da Engenharia Química e de outros cursos relacionados, Nava diz que pretende abordar em como ela vem trabalhando consorciada aos parceiros desta  rede de pesquisa na Amazônia para o atendimento destas demandas da indústria nessa área de biotecnologia. “Vai ser um debate muito interessante com especialistas. E dentro dessas presenças nós vamos buscar discutir e apresentar a sociedade quais são as linhas mestras que a Suframa hoje apresenta para o desenvolvimento no setor. Qual o olhar empresarial do mercado para o implemento. E como a ciência através da universidade que produz conhecimento pode estar atrelando essa inovação às indústrias que venham se instalar a partir desse viés que nós temos o maior laboratório de biotecnologia do planeta que a nossa Amazônia”, detalhou Daniel Nava.  

Oportuno

O tema bioeconomia sempre traz relevância, não à toa, em entrevista ao Jornal do Commercio, o professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e diretor do Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Augusto César, enfatizou que enquanto o Estado não priorizar o investimento nos setores naturais, nunca haverá um desenvolvimento de uma economia alternativa, e o desperdício na exploração dos recursos naturais 

“Em minha opinião o formato do não uso da biodiversidade é o nosso maior erro e precisamos mudar a forma que vem sendo feita. Parece que as mentes das lideranças brasileiras estão congeladas no tempo, perdidas em algum momento do passado. Precisamos avançar para o desenvolvimento de companhias e negócios na região. Atrair o investimento de capital humano e financeiro, abrindo-se para o mundo da ciência e do capital adentrar a floresta para produzir aqui os produtos que ajudarão o mundo em sua saúde”, disse.

Augusto explica, que pela diversidade da região do Amazonas -com tantas alternativas – existe um desperdício enorme de suas potencialidade. E ressalta, que o desafio é usar o rigor científico e comercial para levar esses produtos para o mundo, respeitando a biodiversidade e o bioma da região.

Por dentro

O encontro é o segundo de uma série de debates por meio do programa ‘VISÃO JCAM – UM OLHAR AMAZÔNIDA’, que abordará através de uma live mensal até o mês de dezembro, temas voltados ao  interesse econômico da região com a participação de especialistas. O evento conta com a ampla cobertura na edição impressa, portal JCAM, radiodifusão e transmissão ao vivo em nossas redes sociais -Multiplataforma. O novo formato de debate foi inaugurado pelo  Jornal do Commercio e trouxe na pauta ‘Mineração, óleo e gás’. 

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