Vinte e três empresas são acusadas de sonegar R$ 205 milhões

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) autuou na última semana 23 empresas em Mato Grosso do Sul que sonegaram mais de R$ 205 milhões em impostos que deveriam ser recolhidos ao fisco estadual

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) autuou na última semana 23 empresas em Mato Grosso do Sul que sonegaram mais de R$ 205 milhões em impostos que deveriam ser recolhidos ao fisco estadual. Os estabelecimentos são de diversos setores e estão instalados em vários municípios de Mato Grosso do Sul. Nenhuma pessoa foi presa.
Os débitos somam R$ 205.067.019,09 e foram sonegados por transportadoras, atacadistas, frigoríficos, distribuidoras de bebidas, cerealistas e importadoras. Em alguns casos, a empresa chegou a sonegar R$ 15 milhões em impostos.
Entre as empresas autuadas está o Frigorífico Margen, em Paranaíba, e a Seara Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários, instaladas em Sonora.
A ação conjunta com Receita Federal, PRF (Polícia Rodoviária Federal), Secretaria de Fazenda e Polícia Militar realizou fiscalização em empresas e nos postos fiscais de Jupiá (Três Lagoas), Ilha Grande (Mundo Novo) e XV de Novembro (Bataguassu).
Foram fiscalizados veículos, ônibus de 13 transportadoras, com verificação de mercadorias, pesagem das cargas e inserção das notas fiscais no sistema da Sefaz. Em Campo Grande, foram fiscalizadas quatro empresas de construção civil. Além disso, postos de gasolina na Capital, Ivinhema e Dourados foram alvo da operação, mas não foi encontrada qualquer irregularidade.
A sonegação de impostos acontece de maneira generalizada nas empresas autuadas. O empresário deixa de inserir ou registra parcialmente a entrada de um produto.
“Com isso, o Estado deixa de arrecadar milhões em impostos. Nosso objetivo com a operação é fazer com que os sonegadores devolvam o que não recolheram”, explicou Jiskia Sandri Trentin, promotora responsável pelo Gaeco.
A operação investiga 69 pessoas das 23 empresas autuadas. Há casos de uma mesma pessoa figurar em documentos de outra organização. “Em uma empresa uma pessoa é testemunha, e na outra aparece como contador. Vamos investigar para saber se há indícios de formação de quadrilha”, complementa a promotora. Em todos os casos, a sonegação é referente ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A operação conjunta do Gaeco, Receita Federal, Sefaz e polícias resultou no cancelamento da inscrição estadual de 360 empresas. “A partir de hoje, essas organizações se continuarem a funcionar, estarão ilegais”, disse Jiskia.

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