7 de março de 2021

Viajar em 2021 está nos planos dos brasileiros, aponta pesquisa

Entre as conjunturas esperadas pelo setor de turismo para retomada pós-pandemia estão as ocasiões que despertam nos brasileiros a vontade de viajar. E o turismo doméstico surge como o grande motivador. Uma pesquisa recente realizada pela plataforma de busca de viagens Kayak aponta que 55% dos entrevistados pretendem viajar nos próximos seis meses. O número é mais que o dobro registrado em maio pela mesma pesquisa.

O estudo realizado pelo Kayak também confirma a tendência de aumento da procura por atrações nacionais e mais próximas do viajante: 49% dos entrevistados afirmaram que pretendem viajar pelo país e 27% pelo próprio Estado. Os destinos de praia e natureza estão no topo da lista de desejos e as viagens em família são a principal motivação de 63% dos brasileiros entrevistados.

Na mesma tendência pós-Covid-19, a Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado, em parceria com a VPNY (Vou para New York) observou o comportamento das pessoas sobre viagens futuras. O levantamento revelou que 37,8% dos entrevistados pretendem viajar até agosto de 2021.

O estudo também indicou que 55,4% pensa em realizar o turismo doméstico, favorecendo os destinos nacionais, ao menos 26,8% devem optar por viagens dentro de seus próprios Estados de residência.

Apesar do mês de setembro ter registrado alta de 23,7% em todo Brasil para voos domésticos, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o assessor da Abav-AM (Associação Brasileira de Agências de Viagens), Jaime Mendonça, garante que o mercado local não deve sofrer efeitos significativos. “O impacto não está sendo percebido, porque as aéreas estão praticando os mesmo valores pré-pandemia, mesmo com a alta do dólar e a baixa da oferta, inclusive a Azul e Latam, reduziram a frequência, mas estão usando equipamentos de alta capacidade com Airbus 330 e Boeing 767 para atender a demanda”. Ele acrescenta ainda que o impacto maior está sendo sentido em mercados onde as companhias tinham muitos voos e reduziram a oferta e a lucratividade era baixa.

Ele segue explicando que essa alta de preços está afetando as regiões Sudeste e Sul, pois tinham uma oferta de voos bem maior que o Amazonas. Praticando as tarifas bem baixas e com a redução da frequência tiveram um aumento. “Toda economia das companhias aéreas são dolarizadas com isso, vem uma redução de receita para eles. Com a alta da moeda americana acarretou no aumento nos valores. Mas o mercado aqui no Amazonas não sentiu esse acréscimo.  Mas se considerarmos os voos saindo de São Paulo e Rio de Janeiro que detêm as tarifas menores o valor do ticket teve um grande aumento no valor”.

A expectativa do setor é que a nova liderança nos EUA atrelado a oscilação do dólar, e as perspetivas em relação ao anúncio da eficácia da vacina contra o coronavírus possibilitem que a economia avance e logo reative os voos internacionais. 

Para o  ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a mudança no comportamento dos turistas mostra que eles estão se sentindo mais seguros para viajar e que segurança é um dos pilares que norteiam as ações do MTur para a retomada do turismo. “Estamos tendo uma ótima adesão ao Selo Turismo Responsável e isso contribuiu para uma retomada consciente. Daqui pra frente esta será a realidade: a volta gradual do turismo e, junto a ela, a volta de emprego e renda à população”, afirmou o ministro.

Agências confirmam aumento na procura

Como já era previsto por meio de projeções, o segundo semestre começa a trazer bons ventos para as agências de viagens. Em setembro, a movimentação nas operações das agências surpreendeu. As vendas de pacotes para quem pretende viajar tem demonstrado desempenho favorável para o setor, com aumento de 12%.

Proprietária de uma agência Carolina Freitas diz que a busca por viagens de lazer lideram. Ela tem fechado pacotes para diversos grupos entre 10 a 15 pessoas. “A maioria para viagens em 2021. É perceptível a mudança no comportamento de consumo das pessoas. Agora, estão optando por viagens em grupo com a família. Nos surpreendemos”. 

Ela conta que apesar da insegurança da maioria das pessoas com as questões sanitárias, o otimismo em torno da aprovação da vacina tem feito mercado responder positivamente. 

Detalhes sobre o levantamento

O estudo realizado pelo Kayak também confirma a tendência de aumento da procura por atrações nacionais e mais próximas do viajante: 49% dos entrevistados afirmaram que pretendem viajar pelo país e 27% pelo próprio Estado. Os destinos de praia e natureza estão no topo da lista de desejos e as viagens em família são a principal motivação de 63% dos brasileiros entrevistados.

Segundo os dados, os hotéis seguem sendo a preferência dos viajantes, porém há uma crescente nos aluguéis de temporada e acomodações alternativas, como cabanas, chalés e casas de campo. O principal meio de transporte para viajar apontado pelos entrevistados foi o aéreo, seguido de carro próprio e, em terceiro lugar, carro alugado.

Outros aspectos 

A pesquisa “Impactos Econômicos da Covid-19 no Turismo”, realizada pela operadora de cartão de crédito Elo, aponta que, no compilado das transações de débito e crédito, o aluguel de veículos e a hotelaria tiveram a melhor performance de outubro dentre os setores analisados: a locação de carros teve aumento de 5% em comparação aos meses pré-pandemia (de janeiro e fevereiro), e os gastos com hospedagem estão quase alcançando os mesmos níveis do período anterior ao coronavírus, uma vez que apresentaram queda de apenas 4% no mês passado.

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