11 de abril de 2021

Vereadores criticam projeto de porto das lajes em audiência pública na CMM

Para os parlamentares, ausência do diretor da empresa, Lauritis Hansen, à audiência na CMM é pretexto para não dar explicações à sociedade

Em época de eleições, tudo que envolve dois ou mais parlamentares pode se transformar em um grande bate-boca ou polêmica. Uma audiência pública agendada pelos vereadores na CMM (Câmara Municipal de Manaus) sobre a construção e viabilização do Porto das Lajes, esta semana, acabou como cenário para mais críticas e embates entre os vereadores. Desta vez, o alvo das críticas mais severas foi o diretor da empresa Lajes Logística, responsável pelas obras do Terminal Portuário das Lajes, Lauritis Hansen, que não se fez presente ao encontro e irritou alguns parlamentares, como Mário Frota (PDT), Wilton Lira (PTB) e Ademar Bandeira (PT), que aproveitaram também para criticar a obra, idealizada pelo governo do Estado do Amazonas.
Hansen, que já esteve na Casa em audiência realizada ano passado, enviou e-mail ao presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, vereador Mário Bastos (PRP), informando que não poderia comparecer à audiência pública “em face de determinação judicial proferida pela meritíssima juíza da 3ª Vara Federal de Manaus”, de que a empresa se abstivesse de participar de qualquer evento relacionado ao empreendimento do Terminal Portuário das Lajes, até ulterior deliberação.
Presidindo a mesa, o vereador Mário Frota foi o primeiro a reagir, afirmando que a determinação da juíza é que a empresa se abstivesse de fazer o que ela vinha fazendo na região do Porto das Lajes, no bairro vizinho (Antônio Aleixo). “Ela vinha envolvendo parte da população com agrados e promessas de toda natureza, de que o novo porto iria oferecer centenas de empregos à comunidade Antonio Aleixo. Uma coisa não tem relação com a outra”, disse.

O vereador Mário Frota também fez críticas a esse comportamento “enganoso” da empresa, lembrando que os portos modernos no mundo todo são totalmente automatizados, ou seja, geram poucos empregos nas suas instalações. Mário citou o exemplo do terminal de soja da Hermasa, em Itacoatiara, onde a empresa prometeu 200 empregos e não conseguiu gerar nem 20, porque as instalações são automatizadas. “É a mesma enganação as promessas feitas por esta empresa do Porto das Lajes aos habitantes do bairro Antonio Aleixo”, criticou.
Apesar de considerar “deprimente o fato de ele não aparecer, é insultuoso a esta casa”, Frota decidiu continuar a audiência pública somente com os demais convidados. “Vamos fazer a nossa reunião, apesar da não presença dele. Seria importante a presença dele, até porque nós iríamos desmascará-lo aqui neste plenário. Se fosse uma CPI e ele não viesse seria preso”, disse.

O autor do requerimento da audiência pública, vereador Wilton Lira lamentou a ausência do diretor da Lajes Logística, a qual ele considerou “uma falta de respeito”. Segundo ele, “a determinação é de que não poderia participar de eventos relativos ao porto que ocorrem na comunidade, e também veiculações de publicidade nos jornais. Ele confundiu um ato do poder público, com um ato de shows pirotécnicos para a implantação do porto”, disse.
Para Lira, a ausência é apenas um pretexto da empresa “para não colocar a verdade sobre o crime ambiental que essa instituição vem fazendo no Encontro da Águas”. O vereador prometeu encaminhar ao diretor Lauritis Hansen cópia do seu discurso em texto e CD para que ele tenha conhecimento sobre o posicionamento a respeito da construção do terminal portuário. Como presidente da Comissão do Meio Ambiente, ele também fez um alerta sobre a situação atual das empresas instaladas entorno do novo porto.
Após visitar o local, ele constatou que há outras empresas instaladas há anos e que segundo os critérios ambientais também deveriam ter uma atenção especial em temas como proteção ambiental, proteção à natureza e à biodiversidade, dentre outros, dentro da legislação ambiental vigente.

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