Vereador que também é capitão PM fala em colapso da polícia na pandemia

A Polícia Militar do Amazonas está em risco de entrar em colapso diante da sobrecarga de trabalho no auge da segunda fase da pandemia de Covid-19 no Estado. A afirmação é do vereador Capitão Carpê que questiona as medidas restritivas estabelecidas pelo Governo do Estado.

Em entrevista ao programa JC às 15h, do Jornal do Commercio e do Portal JCAM, o vereador, que também é capitão da Polícia Militar do Amazonas, criticou a estratégia de lockdown no Estado. 

“Sou contra o toque de recolher. É preciso mais conscientização da população e menos punição. A PM está abarrotada de trabalho. Todo decreto jogam nas costas da polícia, o  único órgão que funciona 24 horas. É muito fácil demandar ordens, o difícil é cumprí-las. Querem que a polícia entre em colapso”, questionou.

O vereador disse que a corporação está cheia de militares doentes que estão adoecendo também os seus familiares, expostos a situações de risco, tendo de carregar cilindros de oxigênio em unidades de saúde lotadas de doentes.

Policiais militares fazem escolta de cilindros, dentre outras atividades

Ele questionou o fato de os policiais militares não terem sido incluídos na lista de prioridade na vacinação. “Estamos somente na quarta fase sem uma data definida para a vacinação”, criticou. 

A falta de uma estrutura própria para cuidar dos militares também foi reclamada pelo vereador. Ele diz que o Hospital de Polícia Militar não tem a mínima estrutura e deveria ter pelo menos alguns leitos para pacientes com Covid-19.

Carpê critica o baixo número de policiais militares no efetivo da corporação para cumprir as ordens restritivas num Estado continental. A Polícia Militar do Amazonas conta hoje com um efetivo de aproximadamente 8.000 mil homens. 

O vereador disse ainda que tem colhido muitas queixas e reclamações de colegas que, infelizmente, não podem relatar publicamente esse descontentamento.

“A tropa está amordaçada. Não pode falar. Existe uma censura ao policial que não pode criticar”, afirmou.

Segundo o vereador, muitos policiais estão pedindo socorro, mas não tem a quem recorrer. “Essa sobrecarga de serviço alcança até mesmo as autoridades de segurança que deveriam estar pedindo uma condição melhor para o efetivo”, disse.

Linha do tempo

A Polícia Militar do Amazonas está há mais de 20 dias em atividade cumprindo a fiscalização repressiva das medidas restritivas estabelecidas pelo Governo do Estado. No dia 2 de janeiro, começou a fiscalizar o fechamento de comércios e serviços não essenciais. A partir do dia 14 de janeiro, os policiais foram as ruas fiscalizar o toque de recolher decretado pelo Governo do Estado.

Espera-se para hoje, sábado, um endurecimento das medidas restritivas em todo Estado atendendo a pressão de entidades como o Ministério Público Federal. A Polícia Militar deve mais uma vez ficar com a responsabilidade de reprimir o não-cumprimento do decreto estadual.

Veja a seguir a notícia no resumo JCAM NEWS:

Vereador falou na live JC às 15h, do Portal JCAM

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email