Vereador critica proposta de prorrogação da CPMF

O parlamentar criticou a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a extinção da CPMF inviabilizaria vários programas sociais como o “Fome Zero”.
“É fácil fazer assistencialismo com o dinheiro dos outros. Nosso país tem uma carga tributária absurda e ainda querem prorrogar a CPMF”, criticou. O vereador lembrou que só no primeiro ano de sua criação foram arrecadados R$ 8 bilhões com a contribuição, porém o valor não foi investido na saúde como era previsto. “É muita cara de pau dizer que se a CPMF não for prorrogada vai acabar com os programas do Governo Federal”, falou.

Em aparte, o vereador Jorge Maia (sem partido) declarou que a CPMF nada mais é do que um assalto ao consumidor. “Esperávamos que o PT acabasse com a CPMF, pois sempre foi contra”, declarou.

O vereador petista Waldemir José respondeu que o assunto deve ser discutido lembrando várias questões e o histórico da criação da contribuição. “É preciso observar que quando discutimos a CPMF devemos lembrar que ela foi criada por um governo que vendeu o patrimônio de nosso país e o deixou endividado”, ressaltou, dizendo que sua extinção agora seria prejudicial para a recuperação da economia nacional.

Para o vereador de oposição Fabrício Lima (PSDB) a verba do CPMF não será usada para a área social, mas sim pra contratar cabo eleitoral para a próxima eleição. “Os cidadãos estão arcando com uma carga tributaria exorbitante e ainda arcam com uma contribuição que deveria ser destinada para o SUS e será usada para campanhas eleitorais”, criticou.

Mantega vê dificuldade

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que não espera “tranqüilidade” na votação da prorrogação da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movi-mentação Financeira) até 2011. “Vai ser um embate difícil. Existem opiniões contrárias, mas acreditamos na nossa capacidade de convencimento e de demonstração que a CPMF é fundamental para manter o equilíbrio fiscal”, disse.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), convocou, ontem, sessão deliberativa com o objetivo de liberar a pauta do plenário para que os deputados possam colocar em votação, hoje, a PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011.
Depois de passar pela Câmara -onde precisa de pelo menos 308 votos favoráveis-, a PEC vai para o Senado, onde também precisa ser submetida a dois turnos de votação.

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