3 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Vereador ameaçado durante discussão sobre executivos

Mais uma Tribuna Popular da CMM (Câmara Municipal de Manaus) foi marcada por briga entre convidados e parlamentares

Mais uma Tribuna Popular da CMM (Câmara Municipal de Manaus) foi marcada por briga entre convidados e parlamentares. Na sessão realizada ontem, 17, para discutir a decisão do Executivo Municipal de extinguir os ônibus executivos da cidade, o vereador Wilton Lira (PTB) foi ameaçado de agressão pelo presidente da Federação Cooperativa de Transportes do Amazonas, Equias Sobrinho, que não aceitou o posicionamento do parlamentar em favor da incorporação do sistema às empresas ganhadoras da última licitação realizada pelo Executivo Municipal.
“Concordo com a medida, está claro que esse sistema contribui para o caos no trânsito da cidade causando inúmeros acidentes”, esbravejou Lira. Em resposta às palavras do vereador, o representante da categoria ressaltava que os ‘executivos’ absorvem a demanda de passageiros que o sistema convencional não suporta, tendo sido criado com a finalidade de ajudar a população. “Se com a nossa ajuda as grandes empresas já não conseguem dar conta do recado, imaginem sem. O atual sistema é arcaico, e duvido muito que irá mudar de verdade”, disse Sobrinho.

Sistema bimodal

Durante os debates da Tribuna, a vereadora Lúcia Antony (PcdoB) ressaltou a necessidade de se criar um novo viés para o transporte coletivo da cidade de Manaus. Uma das soluções abordadas pela parlamentar é a adoção do sistema bimodal, que aproveitaria os rios como meio de transporte se tornando uma alternativa para desafogar o trânsito e preservar o meio ambiente da poluição lançada pelos veículos automotores. “Temos que usar nossa geografia a nosso favor. Uma excelente alternativa seria a implantação de um sistema bimodal onde em determinados pontos da cidade será possível usar o transporte de passageiros nas chamadas voadeiras”, disse.
A parlamentar se posicionou contra qualquer ação que venha a trazer prejuízos à sociedade amazonense, ressaltando que o Executivo Municipal não detém o direito de realizar ações que onerem ainda mais prejuízos ao sistema de transporte que hoje está falido. Ela pediu que a Câmara Municipal, por meio da Comissão de Transporte da Casa, redobre  as fiscalizações quanto às polêmicas ações do Executivo em relação ao transporte coletivo da cidade. “Não podemos realizar mudanças sem planejamento como está sendo feito mais uma vez. O Poder Legislativo precisa assumir sua responsabilidade e fiscalizar com mais rigor a prefeitura”, enfatizou.

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