11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Verdes se aproximam de Serafim

Partido de Marina Silva vê vantagens em se aliar ao candidato oposicionista do PSB, e os socialistas apostam no súbito interesse dos jovens na senadora

Aparentemente vencidas as disputas internas envolvendo dirigentes do PV (Partido Verde) no Amazonas, o partido, que terá como candidata à Presidência da República, a senadora Marina Silva, aproxima-se, a cada dia, do PSB, que lançou o nome de Serafim Corrêa para disputar o governo do Amazonas. A prova disto é o crescimento interno do prestígio e influência de Marcus Barros, ex-secretário de Governo da gestão de Serafim na prefeitura de Manaus, que não esconde a torcida por uma ‘ampla’ coligação, forte o suficiente para dar à candidata do PV um palanque no Amazonas, um dos Estados mais beneficiados pelo projeto de campanha da senadora, segundo Marcus Barros. Na prática, uma possível coligação entre os partidos abre vantagens tanto para socialistas como para verdes.
Apesar do pouco tempo de filiação no PV, o grupo de Marina Silva aos poucos vai tomando as rédeas do poder do partido, também nos Estados. A ordem é promover o nome da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente. Para isso, novos filiados que vieram ‘na carona’ da candidata estão vencendo disputas internas e, aos poucos, o PV vai se aproximando dos possíveis aliados na campanha deste ano.
É o caso do diretório estadual do PV, que, hoje, tem uma possibilidade real de compor com o PSB, PSDB e DEM, formando um palanque múltiplo de candidatos à Presidência da República.
Segundo a senadora, este tipo de coligação, que dará espaço a mais de um presidenciável, também vai acontecer no Rio de Janeiro (RJ), onde o PV lança o nome de Fernando Gabeira ao governo, que terá o candidato a vice da chapa, indicado pelo PSDB. “Não tem problema algum. Ocorre que estes partidos que estão se unindo nos Estados, pretendem apresentar uma alternativa ao poder vigente”, disse a senadora.
Um dos articuladores de campanha do PSB, o deputado federal Marcelo Serafim, explicou que o partido não quer atrair parceria apenas para eleger o seu candidato ao governo do Amazonas, mas sim para uma composição total. “Nosso compromisso é aumentar a representatividade de parlamentares que tenham a mesma visão que nós e o mesmo compromisso e lealdade aos nossos ideais. Portanto, nosso compromisso é reeleger também o Arthur Neto no Senado, eleger deputados e colaborar para a campanha dos candidatos à Presidência que apresentem alternativas ao país. É o caso de Ciro Gomes (PSB), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV)”, revelou.
Diante do cenário e da confirmação do nome de Marina como pré-candidata, aumenta a responsabilidade de Marcus Barros, nas negociações com seu amigo e aliado, Serafim Corrêa. “O Amazonas é estratégico para Marina. Ela vai mostrar que a proteção ambiental está ligada a todos os setores que movimentam a economia do país”, afirmou.
Segundo a própria senadora, sua participação no Amazonas é decisiva, uma vez que ela foi uma das maiores parceiras do governo do Amazonas, quando era ministra do Meio Ambiente. “O Brasil reúne as melhores condições para massificar as ações ambientais. Não é apenas a questão de preservar, mas o mundo precisa mudar sua forma de explorar a terra, e o Amazonas tem um grande exemplo a dar neste sentido”, disse Marina à Rádio CBN Nacional, esta semana.

O interesse dos verdes em coligar com o PSB não é apenas uma questão de compatibilidade de projetos políticos, mas envolve ainda duas questões: tempo de TV e o crescimento do candidato socialista nas pesquisas de opinião.
“Todas as pesquisas que têm sido feitas, mesmo aquelas não divulgadas, eu posso falar com certeza, apontam o Serafim Corrêa como primeiro colocado na opinião popular em todo o Estado”, garantiu o deputado Marcelo Serafim.
Segundo os coordenadores de campanha do PSB, as negociações com os partidos: PPS, DEM, PSDB e PV já estão avançadas e se confirmadas, a coligação terá o maior tempo de TV para os horários eleitorais gratuitos.
No entanto, se para o PV coligar com o PSB parece atrair vantagens, para os socialistas a parceria com os verdes significa ganhar votos da classe jovem.
Um dos maiores fenômenos que tem sido registrado pela mídia em todo o Brasil é o interesse que o nome da senadora Marina Silva vem despertando nos jovens do país.
“O que acontece é que os partidos políticos tornaram-se máquinas de ganhar eleição, na disputa do poder pelo poder. Quando comecei como militante do PT há 30 anos, nós sempre buscávamos vender um produto, uma ideia e um ideal. Os jovens não se mobilizam pelo poder pura e simplesmente, mas por um projeto, que seja possível ou não, mas que seja transparente e reflita uma vontade de mudar pra melhor. Foi assim que a nossa geração conquistou a democracia. A juventude vota por uma causa”, avaliou Marina Silva, que já revelou a intenção de ter como vice na sua chapa oficial, o empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, empresa que possui negócios na Amazônia.

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