Verão aquece indústria do AM

Depois de terem desembolsado um valor 14,10% maior para a compra de seis litros de leite e 8,78% superior para a de três kilos de açúcar, quando comparados a igual período de 2010, de acordo com informações do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), as fábricas de sorvete da capital amazonense se preparam para ‘colher os frutos’ com a chegada do verão.
A indústria de sorvetes Toya já tem planos de elevar de 20% a 25% o número de vendas em relação à estação anterior, segundo o gerente da empresa, Arlisson Alfon. Para o representante, os algarismos também devem impulsionar um arrocho em confronto a mesmo período do ano passado.
Alfon afirma que a alteração positiva no volume de comercializações de julho até novembro, facilita a contratação de novos colaboradores. “Já empregamos mais três pessoas e abriremos mais vagas”, destacou.
Na Sabor do Norte, que funciona há oito anos, o movimento depende da concorrência, pois, de acordo com Raimunda Santana, uma das proprietárias, os itens do empreendimento tem um preço mais encarecido.
Raimunda reclama que a matéria-prima está cara, mas declara que o verão sinaliza um aumento de 50% nas vendas.

Aumento da concorrência

Com o início da estação, quem teve um avanço de mesma variação na produção foi a sorveteria Glacial, de acordo com a gerente de RH (Recursos Humanos), Lane Lima. Contudo, em virtude de Manaus já ser conhecida pelas suas temperaturas elevadas, Lane esclarece que até mesmo no inverno as vendas são significativas para a empresa. “A queda em relação ao verão é em torno de apenas 20%, o que é considerado pouco”, salientou.
Atualmente, várias fábricas do produto atuam no município, mas há algum tempo, a Glacial era uma das poucas instaladas na região. Porém, mesmo com a concorrência, Lane argumenta que não houve interferência desastrosa no faturamento da sorveteria. “Mantivemos o ritmo”, enfatizou.
A dirigente detalha que o período de férias influencia a elevação no movimento, principalmente nos estabelecimentos que possuem espaço para crianças, o que resulta na geração de mais empregos. Somente neste período, segundo Lane, houve um aumento de 70% no número de funcionários.
Além do mais, devido à Copa de 2014, na qual Manaus ainda é cotada como uma das anfitriãs, a Glacial se prepara para qualificar mais empregados, com treinamentos em parceria com o Sebrae/AM (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Amazonas). O projeto da fábrica é construir mais três lojas do ramo até 2013.

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