Venezuela oferece US$ 1.2 bilhão por filial do grupo espanhol Santander

O governo da Venezuela ofereceu US$ 1.2 bilhão (cerca de R$ 1,9 bilhão) pelo Banco de Venezuela, filial do grupo espanhol Santander no país, segundo a edição de ontem do jornal “El Nacional”.
O Santander, que negociava a venda do Banco de Venezuela a um comprador local, se viu obrigado a vendê-lo ao governo por decisão do presidente Hugo Chávez, anunciada na semana passada.
“Eles queriam vender o banco a um banqueiro venezuelano, e eu, chefe de Estado, disse não. Vamos recuperar o Banco de Venezuela, nos faz muita falta um banco dessa magnitude”, declarou o presidente no último dia 31, ocasião em que anunciou a nacionalização.
De acordo com o diário venezuelano, o grupo espanhol, pede US$ 1.8 bilhão pelo banco -terceiro maior do país, com 10,7% dos depósitos, 285 agências e 3 milhões de clientes, de acordo com o balanço semestral do Santander. Fontes do mercado avaliam a filial venezuelana do Santander entre US$ 1.2 bilhão e US$ 1.9 bilhão, embora a entidade espanhola não tenha confirmado estes números.
O Banco de Venezuela -responsável por cerca de 2% dos lucros do Santander (US$ 170 milhões)- foi comprado pelo Santander (controla 98,4% das ações) em 1996, quando o governo de então o privatizou dois anos depois de tê-lo estatizado, em meio a uma crise financeira.
Desde 2007, o presidente venezuelano Hugo Chávez ordenou a nacionalização das companhias de telecomunicações e de eletricidade, da siderurgia e das cimenteiras Cemex (México), Lafarge (França) e Holcim (Suíça). Até o momento, as nacionalizações ocorreram depois de acordos econômicos.

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