Vendas no Natal devem ser maiores de 3,5% a 5,5% neste ano

O varejo local estima um aumento de 3,5% a 5,5% com as festividades de fim de ano em relação ao ano passado.. O que sinaliza um período bom de faturamento para o setor. Esse estímulo acompanha uma recente pesquisa divulgada pela da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) junto ao SPC Brasil há uma projeção de que as vendas do Natal devem movimentar R$60 bilhões na economia. 

Em relação às vendas no Amazonas, o assessor econômico da Fecomércio-AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas) José Fernando, projeta um volume maior em relação ao ano passado “as vendas do Natal devem superar 2018, algo em torno de 3,5% maior”. 

Ainda conforme o levantamento da CNDL, Mesmo com o orçamento apertado, a maior parte dos brasileiros não vai abrir mão de garantir os presentes de Natal, a data mais importante para o varejo tanto em volume de vendas quanto em faturamento. De acordo com o levantamento, 77% dos consumidores devem presentear alguém no Natal deste ano, percentual próximo aos 79% que fizeram compras na data do ano passado. Isso significa que, acompanhando os passos da retomada gradual da economia no pós-crise, aproximadamente 119,8 milhões de brasileiros devem ir às compras este ano.

A liberação do décimo terceiro e o FGTS, são interpretados como motivadores para a projeção. É o que explica a economista, Denise Kassama. “Já estamos sentindo uma melhoria na economia. Já é de se esperar esse aquecimento eu observo que já está sendo melhor em relação a anos anteriores”. Ela também afirma que o otimismo do consumidor tem elevado para cima muitos indicadores com prognósticos positivos. 

“Ainda temos um grande caminho de recuperação, são indicadores que apontam leve melhoria,  acrescida aos benefícios liberados pelo governo e a tendência é essa”, salientou Denise Kassama. 

De acordo com sondagem da CDL-AM (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), 19,8% entrevistados vão utilizar parte do recurso para as compras de Natal, 19,8% pretendem comprar itens de vestuário; 13,60% vão adquirir calçados; 11,8% pretendem gastar com alimentação; 6,4% reformas/materiais de construção; e 4,8% com a compra de presentes e brinquedos para crianças.

O presidente da entidade, Ralph Assayag, confirma que o percentual deve chegar em torno de 5,5% em relação ao ano passado. Mas explica que o impulso ainda é baixo em relação a 2014, mas maior que o ano passado. Ele afirma que fatores como maior número de abertura de empresas, crescimento da indústria, reajustes salariais, foram fundamentais para este cenário. Conforme Ralph, mais gente empregada, maior salário e menos inadimplência ajuda a fomentar a economia. Ele diz ainda que o pagamento do décimo terceiro no mês de dezembro para alguns consumidores também reaviva o setor.

Levantamento

Conforme a pesquisa, considerando somente a aquisição de presentes natalinos, a injeção de dinheiro na economia deverá ser da ordem R$ 60 bilhões no comércio e no setor de serviços.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a pesquisa demonstra que a força simbólica e cultural do Natal se sobrepõe às adversidades que os brasileiros ainda lidam com as finanças pessoais. “O Natal é o período mais aguardado do ano para consumidores e comerciantes e dá indícios de que a disposição dos brasileiros para consumir está retornando, ainda que aos poucos. Mesmo que a recente liberação dos recursos do FGTS vá, principalmente, para o pagamento de dívidas, o comércio pode se beneficiar da medida para novas vendas, pois esses consumidores estarão recuperando seu crédito na praça. De modo geral, os dados comprovam que o hábito de presentear nesta data é cultural entre os brasileiros e sobrevive mesmo quando há dificuldades econômicas”, explica a Pellizzaro Junior.

37% dos consumidores acreditam que vão gastar mais com presentes deste ano. Ticket médio é de R$ 125. Em média, os consumidores ouvidos pelo levantamento devem adquirir quatro presentes. Já o ticket médio, ou seja, o valor a ser gasto pelo consumidor com cada item comprado, será de R$ 124,99, cifra que sobe para R$ 143,26 entre os consumidores das classes A e B e cai para R$ 119,11, entre os de mais baixa renda. Há, contudo, uma parcela considerável de 23% de consumidores que ainda não se decidiu quanto ao valor a ser desembolsado.

De modo geral, a maior parte (37%) dos consumidores acredita que vai gastar mais no Natal deste ano na comparação com 2018. A principal justificativa é o fato de terem economizado ao longo do ano e, agora, se sentem com mais liberdade para gastar (29%). Já 27% mencionam o aumento dos preços, fato que acaba pressionando os gastos para cima e 26% que desejam comprar presentes melhores.

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