2 de julho de 2022
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Vendas do segmento aumentam 30,8%

O volume de negócios gerado pelo sistema de consórcios no Brasil cresceu 30,8% em 2010 em relação ao ano anterior, para R$ 63,2 bilhões, de acordo com dados divulgados pela Abac

O volume de negócios gerado pelo sistema de consórcios no Brasil cresceu 30,8% em 2010 em relação ao ano anterior, para R$ 63,2 bilhões, de acordo com dados divulgados pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). No mesmo intervalo, as vendas de novas cotas de consórcios aumentaram 8,2%, atingindo recorde de 2,12 milhões de unidades. O desempenho considera os segmentos de veículos automotores em geral (pesados, leves, motos), imóveis, eletroeletrônicos e serviços.
Em dezembro, o número de participantes ativos no sistema somou 4,06 milhões de pessoas, mostrando expansão de 6,8% em relação a um ano antes. De janeiro a dezembro, as contemplações aumentaram 4,4%, para 980,6 mil – outro recorde.

Classes C e D

Em nota, a entidade informa ainda que no ano passado os ativos administrados do Sistema de Consórcios foram estimados em R$ 89 bilhões, registrando expansão de 14,1% frente ao ano anterior. Em relação a 2006, a performance representa avanço de 64,8%. Os recebíveis cresceram 61,7% no mesmo intervalo, passando de R$ 47 bilhões para R$ 76 bilhões, enquanto as disponibilidades aumentaram 85,7%, para R$ 13 bilhões.
“Quando projetávamos para 2010 um crescimento entre 6% e 8% nas novas vendas, fomos, além de conservadores, mais cuidadosos em relação ao volume de negócios. A expectativa era, no mínimo, superar 2009 com os mesmos percentuais”, lembrou o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi. Segundo o executivo, entretanto, a estabilidade econômica, maior presença das classes sociais C e D e a segurança no emprego, com eventual aumento de renda para pessoas economicamente ativas, impulsionaram o valor do tíquete médio de vários setores.
Diante da migração que vem ocorrendo entre as clas­ses sociais, com brasileiros da classe D transferindo-se para C, e os da C indo para B, os especialistas da Abac projetam um crescimento nos consórcios entre 7% e 8% nos negócios com novas cotas, acrescentou o executivo.

Alta de 8,8% para imóveis e de 9,7% para veículos

A venda de novas cotas de consórcios de veículos automotores registrou alta de 9,7% em 2010 em comparação a 2009. O número de novos consorciados ao longo do ano passado foi de 1,81 milhão, contra 1,65 milhão em 2009, segundo a Abac.
Com isso, o número total de participantes em consórcios de veículos chegou a 3,39 milhões em 2010, ante 3,16 milhões em dezembro de 2009, o que representa uma alta de 7,3%. Com relação ao número de contemplações, elas totalizaram 872,2 mil de janeiro a dezembro do ano passado, ante 824,9 mil ao longo de 2009, um crescimento de 5,7%.
Considerando apenas motocicletas e motonetas, segmento que responde por mais de 50% do total de participantes do sistema de consórcios no Brasil, a venda de novas cotas cresceu 1,7% em 2010, somando 1,18 milhão. O número total de participantes chegou a 2,10 milhões no período, uma alta de 3,4%.
No segmento de veículos leves, houve 29,8% de crescimento no número de novas adesões em 2010 na comparação com 2009. Foram 580,6 mil novas cotas, ante 447,2 mil em 2009.
Já no segmento de veículos pesados, as novas cotas tiveram um avanço de 11,4% no ano passado, contra 2009, somando 46,8 mil novas adesões.

Mercado de imóveis

A venda de novas cotas de consórcios de imóveis registrou incremento de 8,8% em 2010, somando 205,6 mil unidades.
O valor médio das cotas para a compra de um imóvel no mês de dezembro subiu 21,8%, para R$ 104,3 mil, ante R$ 85,6 mil de um ano antes. Já o tíquete médio anual – que pondera o valor médio da cota durante o ano – cresceu 14%, passando de R$ 83,255 mil (2009) para R$ 94,942 mil (2010).
Em dezembro, o segmento registrava 580 mil participantes, indicando acréscimo de 8,3% em relação a um ano antes. No ano 67,8 mil pessoas foram contempladas neste segmento, mostrando crescimento de 5,4% ante igual período do ano anterior.
Entre março e dezembro deste ano, 3.192 participantes utilizaram o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para amortizar ou quitar parcelas, somando R$ 54,7 milhões.

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