Vendas do comércio crescem 2,3%

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A falta da campanha “Liquida Manaus”, promovida pelos lojistas de Manaus em março, refletiu um menor volume de vendas no comércio varejista

A falta da campanha “Liquida Manaus”, promovida pelos lojistas de Manaus em março, refletiu um menor volume de vendas no comércio varejista. O presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Amazonas), Ralph Assayag, divulgou que a vendas fecharam com saldo de 2,3% de crescimento, percentagem bem menor do que a obtida no mesmo período de 2010 – quando chegou a 7,8%.
“Ainda não tenho os dados sobre quais setores sofreram mais com a redução. Mas, além das vendas baixas, houve também uma arrecadação menor”, comentou Assayag.
Em Manaus, de acordo com a Federação, a primeira quinzena do mês foi a de melhor desempenho. O Carnaval, que chegou atrasado, alavancou as vendas dos segmentos calçadista, alimentício, bebidas e confecções. Apesar da boa leva, bastou a vinda da segunda quinzena de março para encobrir o resultado dos 15 primeiros dias.
Assayag argumenta que o crescimento menor era previsível, visto que o comércio não fez o “Liquida Manaus”. Esta foi a primeira baixa sofrida pelos lojistas, pois a maré estava alta desde quando o ano começou. No primeiro mês de 2011, o varejo registrou crescimento de 3,9% e depois, em fevereiro, passou para 4,1%, despencando logo em seguida para 2,3%.
A estatística de Manaus acompanhou a nacional, ao menos conforme o balanço do indicador Serasa Experian de atividade do comércio em março. O movimento dos consumidores nas lojas em todo o país cresceu 8,5% no primeiro trimestre de 2011 quando comparado com o mesmo período do ano passado. Dado que durante o ano de 2010 a atividade varejista expandiu-se em 10,3%, o resultado revela que já se verifica alguma desaceleração no ritmo do crescimento do varejo brasileiro neste início de ano.
Os economistas da Serasa Experian acreditam que o crescimento menos acelerado do varejo neste primeiro trimestre é um sinal de que medidas macroprudenciais de restrição ao crédito e a trajetória de aumento da taxa Selic (taxa básica de juros) começaram a produzir resultados mais visíveis em se conter a expansão do consumo, especialmente dos itens em que o crédito tem participação preponderante.
Nos próximos meses, um outro fator que deverá projetar um futuro frio para as vendas no comércio é um IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2011 maior. Os economistas do mercado financeiro subiram a previsão do IPCA de 6% para 6,02%, segundo informaram representantes do BC (Banco Central), ontem, através do relatório de mercado, também conhecido como Focus.

Inadimplência aumenta

Outro dado que desanimou o comércio em Manaus foi o aumento da inadimplência no mês passado. Na verdade o fenômeno já é observado pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) no Amazonas desde o início do ano. Em janeiro, os clientes que não pagavam eram responsáveis por 3,1% da inadimplência no Estado. No mês seguinte esse número passou para 3,2% e em março subiu para 3,3%.
Na capital, cerca de 70% dos pagamentos no varejo são feitos por intermédio de prestações e cartões de créditos. Os outros 23% sobram para as compras à vista e só 7% para pagamentos diversos.

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