Vendas devem continuar em alta até junho

As concessionárias de veículos de Manaus festejam a decisão do governo federal de prorrogar para até 30 de junho a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a aquisição de carros novos. Segundo os dirigentes das revendedoras, a redução do imposto representa uma economia de até R$ 4.000 no preço do carro para o consumidor final, o que estimula as vendas neste momento de crise econômica.
O gerente da Solimões Veículos, Paulo Cunha, definiu como extremamente positiva a manutenção do incentivo por mais três meses, porque esse incentivo ajudou a alavancar as vendas no primeiro trimestre de 2009. A concessionária Wolksvagem vendeu entre janeiro e março 800 carros zero quilômetro, sendo 550 diretamente no salão e o restante para pessoa jurídica (empresas). “A expectativa é que o cenário se mantenha no próximo trimestre”, disse.
Segundo Paulo Cunha, as vendas no primeiro trimestre se mantiveram no mesmo patamar de igual período de 2008 graças à decisão do governo de reduzir o IPI a partir de janeiro, o que foi um resultado positivo. Vale destacar, que a maior demanda de vendas aconteceu neste mês, considerado o melhor desde o início do ano. “Sem a redução do IPI, a situação poderia ter sido constrangedora, porque sem o estímulo governamental, as vendas teriam recuado no perío­do”, avaliou.
Entre os carros da marca Wolksvagem mais vendidos pela Solimões estão o GOL e o FOX, ambos estão sendo comercializados acima de R$ 30 mil e podem ser parcelados até 60 meses.

Fôlego renovado

A BSN Veículos, revendedora multimarcas de carro, também realizou bons negócios no primeiro trimestre de 2009 por conta dos incentivos governamentais de combate à crise financeira. A expectativa do proprietário, Nelson Martins, é continuar mantendo as vendas em alta entre abril e junho. “Nossa expectativa é que até o fim dos incentivos do governo federal, o mercado possa voltar à normalidade”, comentou.
Apesar de não mencionar números de carros vendidos, o empresário disse que a prorrogação do IPI deu um novo fôlego aos negócios com carros nos primeiros três meses do ano, cujo mercado ficou abalado no último trimestre de 2008 com a deflagração da crise financeira no país. “A prorrogação do IPI nos dará novo fôlego nos próximos 90 dias”, disse.
Nelson Martins contou que as vendas só não foram melhores no último fim de semana –com vários feirões na cidade para vender carros novos– porque algumas redes de TV em nível nacional divulgaram a prorrogação do imposto por mais três meses na sexta-feira à noite. “A notícia fez com que muitos compradores deixassem suas compras para depois”, disse.
A notícia não impediu a Murano Veículos, que atua com a marca Fiat, de realizar vendas excelentes no fim de semana. A gerente de vendas, Paula Brito, disse que a loja teve que abrir no domingo (29) para atender à demanda de clientes. A expectativa da empresa é que o panorama positivo continue nos próximos meses.
Segundo a gerente, a redução do IPI diminui numa média de R$ 2.000 o preço de um carro 1.0. Ela explicou que o Mille de duas portas, por exemplo, está saindo a R$ 21.490 por conta da redução. “É um estímulo para as vendas que se mantiveram aquecidas no primeiro trimestre, especialmente neste mês de março, considerado o melhor histórico de vendas se comparado a igual mês dos últimos três anos”, informou.

Medida requer manutenção dos empregos

Em recente entrevista em rede nacional, o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, disse que, sem a medida, haveria uma queda de 30% nas vendas de veículos no segundo trimestre. Após a redução do IPI, as vendas de veículos se recuperaram da forte queda vista no fim do ano passado. Na primeira quinzena deste mês, as vendas de automóveis e comerciais leves registraram alta de 5,31%. Apesar disso, mais de 4.700 empregos foram cortados no setor.
Vale destacar que a prorrogação por mais três meses do Imposto sobre Produtos Industrializados para o setor automotivo, requer a contrapartida da manutenção dos empregos pelas montadoras. As montadoras, porém, estão livres para implementar programas de demissão voluntária -como o feito pela Ford na última semana- e demitir trabalhadores temporários no final de seus contratos.
Entre outras medidas, o governo também anunciou benefícios para motocicletas e materiais de construção e, como compensação, elevou a tributação sobre os cigarros.
A medida do governo determina que para os automóveis populares 1.0 à gasolina o IPI encolheu de 7% para zero; de 1.0 a 2.0 caiu de 13% para 6,5%; acima de 2.0 o imposto foi mantido em 25%.
Para os carros a álcool/flex de 1.0 o imposto caiu de 7% para zero; de 1.0 a 2.0 reduziu de 11% para 5,5%; acima de 2.0 foi mantida em 18%. Para outros automóveis, a exemplo de caminhões caiu de 5% para zero; caminhonetes de 8% para 1% e reboques e semirreboques de 5% para zero.

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