Vendas de casas usadas caem 0,2% no mês de julho

Com o temor de que a crise no crédito no país afete as condições de concessão de financiamentos e novas linhas de crédito não só para consumidores, mas também para empresas, o mercado financeiro vinha registrando acentuadas quedas.
No dia 9 teve início a onda de turbulência e incerteza que ainda permanece no mercado financeiro: o banco francês BNP Paribas congelou resgates em três fundos, alegando dificuldades em avaliar os fundos devido a seus investimentos em papéis ligados ao mercado de crédito de risco nos EUA. Desde então, bancos centrais no mundo inteiro vêm injetando recursos em seus sistemas bancários para evitar que uma eventual corrida para saques provoque uma crise de liquidez (oferta de dinheiro).
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) vem liberando recursos para o sistema bancário desde o dia 9 (até agora, as intervenções do Fed chegaram a cerca de US$ 130 bilhões), mas essa linha de ação tem causado efeitos mínimos na restauração da confiança dos investidores. No dia 17, no entanto, o banco reduziu sua taxa de redesconto (usada pelo Fed para conceder empréstimos de curto prazo a instituições com escassez temporária de liquidez causada por problemas internos ou externos) e com isso as perdas que vinham sendo observadas em Wall Street (entre 2% e 3%) foram contidas.
No domingo, o ex-secretário americano ao Tesouro Larry Summers disse que o risco de recessão nos Estados Unidos atualmente é o mais alto desde 2001. Segundo ele, ainda é cedo para afirmar que a crise causada pelos créditos de risco foi superada.

“Constatamos esta semana o início de um retorno ao normal, mas acredito que ainda é cedo para considerar que a crise foi superada”, afirmou Summers em declarações ao canal de TV ABC.
As vendas de casas usadas nos Estados Unidos tiveram queda de 0,2% em julho, marcando o quinto mês consecutivo de recuo nas vendas do setor. As vendas chegaram à taxa anualizada de 5,75 milhões de unidades, menor taxa desde novembro de 2002. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional dos Corretores de Imóveis. Na comparação com julho do ano passado, a queda foi de 9%.
O preço médio de um imóvel usado no país no mês passado ficou em US$ 228.900, 0,6% abaixo do registrado um ano antes (US$ 230.200). O preço médio em junho deste ano foi de US$ 229.200. A queda de preço foi a 12ª consecutiva na comparação anual.
A expectativa dos analistas era de uma queda de 0,9% nas vendas no mês passado.
O estoque de casas à venda teve alta de 5,1%, atingindo 4,59 milhões -no ritmo atual, o estoque representa 9,6 meses de vendas.

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