Vendas crescem 2% no Amazonas

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Na contramão do mercado nacional, concessionárias locais mantêm vendas em alta

Os números divulgados na última semana pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) para o mês de maio apontam queda de 7,2% na venda de carros novos em comparação ao mesmo período em 2013. Mas o mercado de Manaus para veículos zero parece não ter sido afetado de forma dramática. As vendas não foram freadas e mantiveram-se acima da média nacional, fazendo com que o mercado se mantenha competitivo e dando opções de escolha para o consumidor.
Os números do Sincodiv-Am (Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos Automotores do Amazonas) e Fenabrave para o Amazonas registram um crescimento de 2% em relação a maio de 2013 e 8% acima da média registrada no mês anterior. Entre os fatores para números mais otimistas para a região estão as constantes campanhas das concessionárias e taxas de juros mais baixas subsidiadas pelas montadoras.

Mercado de novos
O mercado local que parece não ter sentido muito a retração, tem estado em alerta para não perder possíveis novos compradores e espera por outras medidas que viabilizem novas vendas, tendo como um exemplo a redução do IPI (Imposto sobre produtos industrializados), explica gerente de vendas da Braga Veículos, Onias Mota. “Mais linhas de crédito ajudariam a manter e até aumentar as vendas. Contamos hoje com os juros baixos que são subsidiados, mas esperamos algo que tome o lugar do IPI, que veio para remediar, mas que já não faz o efeito esperado”, conta o gerente.
Como medidas que podem estimular as vendas, Onias cita o acordo entre o governo e o sistema financeiro em que bancos privados e públicos se comprometeram a aumentar o volume de crédito e o número de parcelas para financiamentos, assim como a redução de entrada para a aquisição do bem e juros mais baixos. Em contrapartida a este acordo o Banco Central libera compulsórios para reduzir o custo do crédito.
Uma nova categoria de carros vem a reboque destas facilidades e encabeçam as planilhas dos vendedores. Os econômicos aos poucos vêm sendo trocados pelos ‘smalls’ (compactos). “Os smalls, são baratos na faixa de R$ 35 mil a R$ 45 mil, substituíram os populares. O consumidor hoje quer algo mais completo e atualmente é possível adquirir um”, conta o gerente.

Seminovos como opção
Sempre lembrados como opção aos carros zero, os seminovos tem um mercado ativo em Manaus e assim, como as revendedoras de novos, também foi pouco afetado pela queda nacional. A retração prospectada pela Fenabrave foi notada apenas na primeira quinzena de maio e logo houve uma recuperação, conta a gerente de vendas do Casarão Veículos, Priscila Pena. “Os primeiros dias de maio foram de baixas vendas, mas logo isso foi superado, aos poucos houve a recuperação e em junho começamos bem. Hoje (5) fechei a venda de três carros zero e desde o início da semana foram quatro seminovos”, disse.
Mesmo com números animadores para manter a meta, o segmento vem apostando em estratégias para conseguir novos clientes como estender o atendimento para além do horário comercial, o fim das folgas mesmo aos domingos e o uso de sites que divulgam preços, contatos e fotos. Para a gerente, medidas assim evitariam o que houve no início do ano, quando da vigência do IPI reduzido. “O IPI balançou um pouco o mercado de seminovos, muitos empresários precisaram recorrer a empréstimos bancários, quebraram e agora voltaram ao mercado de trabalho como empregados”, fecha.

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