Vendas caem 4,5% em junho em

A entidade atribuiu a queda à forte base de comparação: em junho de 2006, houve uma expansão significativa no setor de equipamentos ligados ao transporte que não se repetiu neste ano.
“A queda das vendas na comparação anual não é preocupante, pois foi provocada pela variação negativa em um único setor. Ao retirar essa influência, o indicador total de vendas passaria a registrar relativa estabilidade”, diz o boletim “Indicadores Industriais”.
Na comparação com maio, as vendas reais apresentam uma expansão de 0,2% (dado dessazonalizado) e, no primeiro semestre, acumulam uma alta de 2,7%. Em relação ao nível de pessoal empregado, a CNI constatou uma elevação de 3,3% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 0,1% em relação a maio. No ano, o pessoal empregado na indústria acumula alta de 3,4%. Além de mais pessoas empregadas no setor, a entidade registrou também um aumento nos salários pagos a esses trabalhadores – de 1% em junho e de 4,8% no acumulado do ano.
A utilização da capacidade instalada da indústria chegou em junho a 82,5%, contra 83,3% em maio e 80,9% em junho do ano passado.
Levando-se em conta o índice dessazonalizado, também ocorreu uma elevação – de 80,5% em junho de 2006 para 82,2% em junho deste ano.
Na avaliação da CNI, a expansão da capacidade instalada irá se reduzir devido à maturação dos investimentos feitos pela indústria.
O crescimento menos dinâmico da utilização da capacidade instalada das indústrias indica a maturação dos investimentos já feitos para ampliação do parque fabril brasileiro.
Na avaliação da CNI, embora essa utilização deva terminar o ano em patamares superiores ao registrado em 2006, a tendência é que a comparação com o resultado do final do ano passado fique menor do que a comparação feita entre os primeiros semestres.
“Há índices claros que a expansão dos investimentos, em algum momento, será maturada, com a expansão do parque fabril. O resultado de junho mostra uma reversão da tendência de meses anteriores”, afirmou Paulo Mol, da unidade de política econômica da CNI.
Em junho, a utilização da capacidade instalada da indústria ficou em 82,5%, contra 80,9% do mesmo mês do ano passado. A diferença de 1,6 ponto percentual é menor do que a registrada na mesma comparação feita em maio (1,8 pp) e abril (2,9 pp). Para Mol, a tendência é que essa diferença se reduza ainda mais até o final do ano. Segundo Mol, o volume da produção de bens de capital e das importações indicam a expansão dos investimentos. As vendas acumulam no primeiro semestre um crescimento de 2,7%. Já em junho houve um forte recuo de 4,5%, na comparação com o mesmo mês de 2006. Para a CNI, esse resultado seria maiores o real não estivesse tão valorizado em relação ao dólar.

“O resultado de junho mostra uma reversão da tendência de meses anteriores”, afirmou Paulo Mol, da unidade de política econômica da CNI(Confederação Nacional da Indústria)

A indicação de que haveria espaço para um faturamento ainda maior é que as horas trabalhadas cresceram mais no semestre do que o total das vendas – 3,6% em julho.

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