Venda de veículos no Amazonas registra alta em julho

As vendas de veículos automotores no Amazonas registraram seu terceiro mês consecutivo de alta, na passagem de junho (2.698 unidades) para julho (4.056). O incremento foi de 50,33% e superou o do levantamento o anterior, mas desta vez nem todas categorias conseguiram avançar. Os números conseguiram ficar pouco acima (+0,95%) da marca de julho do ano passado (4.018), mas ainda ficaram negativos em 19,07% no comparativo do acumulado dos sete meses do ano – 20.340 (2020) contra 25.134 (2019).

Os números regionais foram disponibilizados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) nesta terça (4). As informações foram embasadas nos emplacamentos do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), base de dados que leva em conta todos os tipos e veículos, incluindo automóveis convencionais, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas.

Os números do Estado vieram em sintonia com os do mercado brasileiro – embora mais fortes. As vendas nacionais subiram 43,61% em julho (279.103), na comparação com junho deste ano (194.345). Comparado ao mesmo mês de 2019 (349.408), a retração foi de 20,12%. No acumulado, os 1.504.731 veículos emplacados representam queda de 33,67% sobre 2019 (2.268.385).

Das sete categorias listadas pela Fenabrave seis registraram aumento de vendas nas concessionárias do Amazonas, entre junho e julho. As maiores altas proporcionais vieram dos implementos rodoviários (+233,33%), motos (+83,08%) e automóveis convencionais (+56,62%), com 80, 1,450 e 1.953veículos comercializados, respectivamente. Foram seguidos de longe por outros (+10% e 22 unidades). Em contrapartida, caminhões (-30,68% e 61) comerciais leves (-7,10% e 471), e ônibus (-5% e 19) amargaram retrações.

Sonho e juros

Na avaliação do sócio e diretor administrativo da Daniel Veículos, Yuri Barbosa, julho foi um mês recorde para o ano, com aumento de 120% nas vendas em relação a ao mesmo mês de 2019. No entendimento do executivo, as condições macroeconômica mais favoráveis, e mesmo a incerteza, contribuíram para o resultado, reforçando expectativas positivas para agosto e para os próximos meses.

“Os clientes aproveitaram as condições facilitadas e juros baixíssimos praticados pelos bancos, para movimentar a economia. Esses fatores fizeram com que muitas pessoas que adiavam o sonho da troca de seu automóvel adiantassem seus planos para garantir uma parcela mais em conta, tendo em vista que não sabemos até quando os juros ficarão nestes patamares. E a tendência é que as vendas se mantenham em alta”, comemorou.

Em depoimentos anteriores, o presidente do Sincodiv-AM (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado do Amazonas), João dos Santos Braga Neto, observa que os números locais do setor devem ser levados sempre sob a perspectiva de que há uma pequena defasagem em parte dos números. Isso ocorre em razão do transit time (tempo de trânsito) entre o faturamento da venda e o emplacamento do veículo, que só ocorre no momento de sua chegada ao Estado, 30 dias depois. 

“Novo normal”

Em texto divulgado pela assessoria de imprensa da Fenabrave, o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, destacou que o mercado reagiu dentro das expectativas, dada a melhora na aprovação de crédito e mesmo o anseio do consumidor de adquirir carro próprio para evitar riscos no transporte coletivo. Para o dirigente, os números de julho podem ser uma mostra de que o segmento começa a se adaptar a uma nova realidade desenhada pela crise da covid-19. 

“Independentemente de termos tido dois dias úteis a mais em julho (23) em relação a junho (21), podemos observar que o mercado vem, gradativamente, se ajustando ao ‘novo normal’ e o índice de confiança começa a melhorar. Principalmente, quando vemos uma retração menor do que a esperada nos números de desemprego e melhores níveis de aprovação cadastral para financiamento de veículos”, concluiu.

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