Venda de veículos com alta entre maio e junho no Amazonas

As vendas de veículos automotores no Amazonas reagiram pelo segundo mês consecutivo, na passagem de maio (2.183 unidades) para junho (3.078). A alta foi de 41%, e ocorreu em todas as comparações, após a queda recorde de abri – no auge da pandemia. Os números, contudo, seguem bem abaixo dos contabilizados no ano passado, com recuos de 32,50% em relação a junho de 2019 (4.560) e de 24,87% no comparativo do primeiro semestre – 19.050 (2020) contra 25.356 (2019).

Os números regionais foram disponibilizados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) nesta sexta (3). As informações foram embasadas nos emplacamentos do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), base de dados que leva em conta todos os tipos e veículos, incluindo automóveis convencionais, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas.

Os números do Estado vieram em sintonia com os do mercado brasileiro e os efeitos da crise da covid-19, em um segundo mês de concessionarias de portas fechadas. As vendas nacionais somaram 194.354 unidades no mês passado, alta de 11,97% em relação a maio, que registrou 100.422 licenciamentos. Na comparação com junho de 2019 (316.453), o resultado foi 38,58% inferior. O tombo apresentado no acumulado de janeiro a junho (1.225.663) foi de 36,13% frente o mesmo período do ano passado (1.918.977).

Todas as sete categorias listadas pela Fenabrave registraram aumento de vendas nas concessionárias do Amazonas, entre maio e junho. As maiores altas proporcionais vieram dos ônibus (+185,71%) e “outros” (+109,9%), com 20 e 23 veículos comercializados, respectivamente. Foram seguidos por automóveis de passeio (+57,06% e 1.302 unidades), motocicletas (+48,60% e 1.061), caminhões (+18,07% e 98) e implementos rodoviários (+16,67% e 28) e comerciais leves (+6,02% e 546). 

Carros convencionais seguiram como a categoria mais vendida. Mas, assim como ocorrido em meses anteriores, diminuíram sua fatia no bolo. Desta vez, a redução foi de 47,73% para 40,39%, no confronto com os números de junho do ano passado. Motocicletas comparecem novamente na segunda posição e, apesar do crescimento mais baixo, seguiram na direção contrária, ao elevar sua participação no bolo de 37,15% para 38,52%, na mesma comparação.

Transit time

O presidente do Sincodiv-AM (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado do Amazonas), João dos Santos Braga Neto, observa que os números locais do setor devem ser levados sempre sob a perspectiva de que há uma pequena defasagem em parte dos números. Isso ocorre em razão do transit time (tempo de trânsito) entre o faturamento da venda e o emplacamento do veículo, que só ocorre no momento de sua chegada ao Estado, 30 dias depois. Mas, o dirigente avalia que os números surpreenderam.

“Foi até melhor do que a gente esperava, embora ainda esteja bem abaixo do ano passado. As vendas se concentraram principalmente nos veículos com preço acima dos R$ 70 mil, já que a crise atingiu mais os clientes de menor renda. Mas, só vamos ter uma noção melhor do que está acontecendo nos próximos dois meses, pois parte desse crescimento deve ter se devido ao atraso nos emplacamentos. Mas, dá para ver que o mercado melhorou e acredito que devemos subir entre 7% e 10% em julho”, ponderou.

Reabertura e confiança

Em texto divulgado pela assessoria de imprensa da Fenabrave, o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, referendou que os estragos da pandemia levaram o balanço do semestre para baixo e disse que isso já era esperado, dado o fechamento do comércio e o isolamento social, durante longo período. “Mas, quando avaliamos a comparação de junho com maio, já observamos uma expressiva melhora, explicada pelo retorno das atividades dos Detran´s e pela reabertura das concessionárias”, ressalvou. 

Para o dirigente, o aumento de vendas no mês passado reflete, em parte, possíveis vendas represadas e realizadas em maio, enquanto os Detran’s estavam fechados. O presidente da Fenabrave considera que a evolução nos números também revela melhora nos índices de confiança do consumidor e dos empresários. “Principalmente nos segmentos de caminhões e de motocicletas, que só não tiveram resultados melhores pela falta de produtos, já que as montadoras estão retomando a produção aos poucos e ainda de forma reduzida”, concluiu. 

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