Venda de LCDs deve crescer 25% até fim do ano

Com a iminente tendência de crescimento das vendas, causadas pela aproximação da época de fim de ano, o mercado de eletroeletrônicos comemora o avanço da comercialização de TVs de tela fina ou plana (de plasma e de LCD – cristal líquido). A expectativa da indústria do setor no PIM (Pólo Industrial de Manaus) para este fim de ano é acompanhar o crescimento nacional projetado para aquecer entre 20% e 25% em relação a igual período de 2007, face aos 10% obtidos no ano anterior.
No primeiro semestre de 2008, foram produzidos no PIM, próximo de 1 milhão de televisores com tela LCD.
Segundo o presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, devem ser vendidos em torno de 2,5 milhões de aparelhos, entre plasma e LCD no país, o que deve totalizar 10,5 milhões se somados aos televisores convencionais. Vale destacar que 100% desses aparelhos são fabricados no PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Périco disse que o aumento das vendas de plasma e LCD decorre do apelo tecnológico e a redução do preço desses produtos que já chegaram a ser comercializados na faixa dos R$ 20 mil no comércio varejista de Manaus e hoje podem ser encontrados na casa dos R$ 2.000, dependendo do tamanho. “Além das linhas de crédito que têm facilitado a vida do consumidor”, acrescentou.
Périco avaliou que a troca do modelo de tubo CRT (convencional) pelas novas tecnologias com imagem brilhante e de alta resolução, que dão um show de visual e de recursos, além de fácil adaptação ao ambiente, faz parte da evolução de mercado, considerado crescente.
O dirigente disse que, num futuro próximo, as novas tecnologias como LCD vão substituir os televisores convencionais, que deixarão de ser fabricados nos próximos dez anos ou até mesmo antes. “O mercado é quem vai definir essa mudança”, comentou.

Demanda retraída

Apesar dos televisores não serem o carro-chefe da Proview, a empresa taiwanesa projeta vender em torno de 100 mil aparelhos de tela plana, sendo a maioria de LCD (entre 19, 32 e 42 polegadas) até dezembro. O diretor industrial da empresa, Jorge Cruz, admitiu que os pedidos para a época natalina, cujo início acontece a partir de julho, ainda estão tímidos. “Vamos torcer para que aconteça por todo o mês de setembro”, disse, lembrando que o LCD tem se popularizado bastante, por conta da baixa no preço do produto.
Jorge Cruz acredita que a demanda esteja retraída por conta do início da transmissão do sinal de TV digital, previsto para acontecer no próximo mês de outubro em Manaus. “As pessoas estão com receio de investir em novos televisores porque sabem que, a qualquer momento, a TV digital aberta vai estar disponível na capital amazonense, a exemplo do que está acontecendo ou já aconteceu em várias capitais brasileiras”. São Paulo foi a cidade pioneira na transmissão do sinal da TV digital, cuja inauguração ocorreu no dia 3 de dezembro do ano passado e, desde então, outras capitais já aderiram ao sistema: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiâ­nia e em outubro será a vez de Manaus, vindo em seguida a cidade de Porto Alegre.
Jorge Cruz lembrou que, com a entrada do sinal digital em Manaus (em teste pela Amazon Sat), as TVS vão continuar funcionando normalmente. “Para aderir ao novo sistema, o usuário vai apenas comprar o conversor (set-top box)”, disse.
O diretor industrial da Proview informou que em 45 dias a fabricante vendeu mais de 20 mil aparelhos conversores, o que significa que ultrapassou o valor que as concorrentes venderam em seis meses. A boa performance de vendas da Proview foi puxada pelo preço a R$ 299 contra os R$ 599 cobrados pelas concorrentes. A meta da empresa é comercializar até dezembro 250 mil peças. “Estamos nos preparando para atender essa demanda”, garantiu Cruz.
A aposta da Proview neste fim de ano está no notbook popular, lançado recentemente pela indústria taiwanesa, que custa menos de R$ 1.000 no mercado. A intenção da fabricante é produzir 100 mil peças até dezembro. “O produto está tendo boa aceitação no mercado pela praticidade -pesa meio quilo-, além de ser compacto, o que facilita seu transporte”, explicou Cruz , ressaltando que o aparelho é ideal para textos em geral, tabelas e internet.

Segmento de duas rodas também projeta expansão

Foras as TVs e notebooks, os produtos que devem vender bem neste fim de ano são as motocicletas e bicicletas, que apesar da retração deste setor, projetam manter a alta de 20%, conforme admitiu recentemente a Caloi.
As empresas do segmento de motocicletas do PIM estão trabalhando a todo o vapor para atender à demanda natalina. Vale destacar que o segmento de motos faturou no primeiro semestre deste ano o montante de US$ 4.2 bilhões, conforme indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
Na opinião do presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Pólo Industrial do Amazonas), Cristovam Marques Pinto, o pólo de motocicletas, com 13 empresas no PIM, está tendo melhor performance de produção, até por conta do preço dos produtos. “Poderia estar melhor se as peças fossem fabricadas em Manaus e não viessem prontas para serem montadas no nosso pólo industrial”, apontou.
O gerente de Relações Institucionais da Moto Honda da Amazônia, Mario Okubo, disse que a fabricante trabalha com a meta de produzir 1,7 milhão de unidades até o fim do ano para atender à crescente demanda desse mercado. “As vendas de motos não têm nenhuma influência em relação ao Natal, porque a produtividade se mantém crescente o ano inteiro”, informou.
Uma das razões dessa expansão, conforme Okubo, está atrelado ao consórcio e financiamentos de longo prazo com parcelas acessíveis pelos fornecedores. A mão-de-obra empregada pela empresa japonesa no PIM é superior a 900 trabalhadores.

Dificuldades visíveis

Enquanto as fabricantes de LCD e de plasma estão acreditando no avanço da comercialização dessas tecnologias, e as indústrias de duas rodas estão com sua produção acelerada, a indústria plástica, por enquanto, não tem o que comemorar. O presidente da Aficam disse que esses setores estão passando por sérias dificuldades com grandes possibilidades de demitir mão-de-obra neste fim de ano. “Empresas fabricantes de componentes para TVs estão passando sérias dificuldades por conta da mudança tecnológica”, garantiu, ressaltando ainda que as fabricantes de rádio, DVDs e ar-condicionados, por conta da concorrência com os importados, não estão em situação diferente.
Wilson Périco endossa as palavras de Cristovam Marques Pinto quando o assunto se volta para os produtos importados e que as linhas mais atingidas são os produtos de áudio e DVD. Ele disse que os produtos chineses têm grande vantagem sobre os brasileiros por conta da carga tributária. “Se faz necessário criar alternativas que protejam a indústria local”, assegurou.

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