Venda de genéricos sobe 19% em 2009

O setor de medicamentos genéricos cresceu 19,4% em 2009. Foram vendidas 330,9 milhões de unidades ante 277,1 milhões um ano antes, divulgou na quarta-feira a Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos). No ano passado, as indústrias do setor movimentaram R$ 4,5 bilhões, aumento de 24% sobre 2008 (R$ 3,6 bilhões).

Para o presidente da Pró Genéricos, Odinir Finotti, um dos fatores que colaboraram para o aumento das vendas foi a crise econômica. Com mais consumidores querendo reduzir custos, o setor saiu em vantagem.
“Os genéricos são uma opção para quem quer manter a sua qualidade de vida, sem precisar cortar o uso de medicamentos, gastando, em média, 50% a menos. Certamente, novos clientes vieram para esse mercado no ano passado”.

O setor cresceu em unidades 2,3 vezes acima da média do mercado farmacêutico, que subiu 8,2%, com 1,769 bilhão de unidades.

Tratamento com genéricos

Finotti destaca ainda que cada vez mais doenças são tratadas com genéricos, com o fim da data de patente dos medicamentos. “Hoje, quase 90% das enfermidades podem ser tratadas com os genéricos. O que só tende a aumentar e nos garante um crescimento sustentável de 2% ao ano”, avalia. Somente neste ano, 12 medicamentos terão a patente vencida.

Houve ainda um aumento da participação dos genéricos no mercado farmacêutico, que vem subindo ano a ano. Em unidades, passou de 17%, em 2008, para 18,7% no ano passado.
Em 2010, a Pro Genéricos espera crescer entre 15% e 20%, superando 22% de participação no mercado.

Comprar a Alcon

O laboratório farmacêutico suíço Novartis informou na segunda-feira que tem interesse em comprar o restante do grupo norte-americano Alcon, do ramo oftalmológico, por US$ 39,3 bilhões, incluindo uma participação majoritária da Nestlé na empresa, para diversificar os negócios para além do segmento de remédios vendidos sob receita.

A Novartis informou que vai exercer uma opção para adquirir 52% de participação na Alcon da Nestlé, maior grupo alimentício mundial, por US$ 28.1 bilhões, aumentando sua fatia na Alcon para 77%. A farmacêutica suíça comprou 25% da empresa norte-americana em 2008.
A Novartis também planeja comprar os 23% detidos pelos acionistas minoritários da Alcon por US$ 11.2 bilhões, encerrando a incerteza se iria ou não tentar o controle total.
A Novartis e farmacêuticas rivais como a GlaxoSmithKline e Sanofi-Aventis estão avançando em segmentos como consumo e genéricos à medida em que enfrentam a maior perda de proteção de patentes da história.

Jeffrey Holford, analista na corretora Jefferies em Londres, disse que a Novartis precisa do controle total da Alcon para conseguir as sinergias planejadas e que deve acabar pagando mais no fim.
A proporção de troca de 2,8 ação da Novartis por ação remanescente da Alcon é menos generosa aos minoritários, representando US$ 153 por ação contra US$ 180 por ação negociados com a Nestlé.

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