Venda de flores é negócio de R$ 5,2 bi

Ícone delicado da natureza e produto de alto consumo – principalmente em datas como o Dia das Mães e o dia de Finados -, as flores foram responsáveis pelo giro de R$ 5,2 bilhões ano passado, valor 13% maior em relação a 2012.
Ainda atraente para os empreendedores dispostos a se arriscar em uma área que demanda conhecimento técnico, o mercado engloba 22 mil pontos de venda, além de contar com 650 atacadistas especializados e com 60 centrais de abastecimento, como aponta o Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura).
“Não há a menor dúvida que a maioria das floriculturas tem origem familiar e início de atuação doméstica, vindas de atuação rural, abrindo a primeira loja e passando de geração para geração”, ressaltou a diretora da Consultoria Vecchi Ancona – Inteligência Estratégica, Ana Vecchi, ao desenhar como esse mercado é formado em grande parte por pequenas e médias empresas.
Já o presidente do Ibraflor, Kees Schoenmaker, salientou que o valor movimentado pelo setor se refere ao faturamento dos atacadistas e varejistas de flores. Para os produtores, a atividade gerou receita entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão. “O atacadista sempre dobra [o preço da produção]”, observou, também lembrando que o crescimento desse mercado tende a ser menor este ano devido aos eventos esportivos que tiram a atenção da compra de flores. Apesar disso, deve ocorrer grandes compras em função das comemorações e decorações que envolvem esses mesmos eventos, estimou ele.
Apesar de ser um ramo consolidado, a consultora Ana Vecchi acredita que ainda há muito espaço para investimento. Ela destaca que há franquias de paisagismo e manutenção de plantas, mas o ramo de floriculturas ainda é um segmento em estruturação.
“Condomínios residenciais e comerciais investem muito em paisagismo, manutenção e, portanto, há um mercado imenso a ser explorado. Floriculturas, talvez pela cultura familiar, ainda estudam como crescer com terceiros, pois é necessário muito conhecimento e destreza técnica”.
Segundo a especialista da Vecchi Ancona, existem alguns modelos de floricultura no mercado. São lojas especializadas na comercialização de flores e plantas, arranjos, buquês e decoração de festas (casamentos, batizados etc). Há o modelo de estabelecimento que vende, além das plantas e flores, insumos para o segmento, produtos e materiais para jardinagem e decoração. E ainda o virtual (comércio eletrônico), com a oferta de produtos online.

Compre com um click
E justamente nesse conceito do e-commerce o CEO da Flores Online, Eduardo Casarini, comemora a escolha do negócio virtual. Em 2013, a empresa faturou R$ 30 milhões e pretende crescer cerca de 30% este ano. O número de contratações aumentou em 25% no ano passado, após a implementação do programa Same Day Delivery, que impulsionou as vendas. Para o Dia das Mães, a previsão é também otimista: crescer em torno de 20% em relação ao ano anterior. “Acreditamos no aumento em decorrência da grande variedade de produtos este ano, além do alto investimento em parcerias fortes”.
A Flores Online tem parceria com a L’Occitane, Imaginarium e Granado e, para reforçar o período de vendas de Dia das Mães, entraram no time de parceiros as marcas Pipó Gourmet e Havaianas. Para o CEO, entre os itens mais procurados na data os buquês de rosas combinados a outros presentes devem se destacar, além de rosas, tulipas e orquídeas e as entregas da Flores Online são realizadas por meio dos Correios.
Segundo levantamento da empresa, os paulistas são os clientes que mais compram flores pela internet, representando 74% do total. Em segundo lugar estão os cariocas, que somam 9%. As pessoas com idade entre 36 e 50 anos refletem quase metade das compras do site da empresa.
Outra gigante no e-commerce do segmento é a Giuliana Flores, com um ticket médio de R$ 125. A empresa espera vender 20 mil produtos e alcançar crescimento de 30% no Dia das Mães -que representa 7% do faturamento anual da empresa -com kits e latas especiais.
“Chegamos a esse número com base nos anos anteriores (em 2012, por exemplo, o crescimento foi de 25%) e também de acordo com as perspectivas de mercado”, aponta o diretor de Marketing da Giuliana Flores, Juliano Souza. O executivo explica que entre os kits estão combinados de flores, chocolates, pelúcias e latas, sendo esses os produtos que têm mais saída. “Há uma grande preferência por orquídeas, rosas e tulipas, flores que continuam sendo as mais queridas entre as mães”.
Em 2013, o faturamento da Giuliana Flores foi de R$ 25 milhões, 30% a mais sobre 2012. Para 2014, a expectativa de crescimento é de 35%. O público da empresa pertence às classes AA, A e B, entre 25 e 55 anos.

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