Velhice é coisa do passado

O censo 2010 do IBGE mostrou que, naquele ano, Manaus possuía pouco mais de 150 mil idosos, números que podem facilmente ser percebidos nas ruas da cidade, nas filas de bancos, lotéricas e lojas, e dentro dos ônibus quando eles “brigam” por um assento. Se antes as senhoras e senhores de cabelos brancos e andar cuidadoso, ficavam em casa, elas fazendo tricô e eles sentados na cadeira de embalo, agora, com mais saúde e vigor, graças aos novos remédios e a uma melhor qualidade de vida, os idosos querem é viver. E a previsão é que em 2030 sejam 600 mil na capital amazonense.
Até uma Universidade os idosos ganharam, a UnATI (Universidade Aberta da Terceira Idade), fundada em 2007, cujo objetivo é produzir e disseminar conhecimentos por meio do desenvolvimento de ensino e pesquisa no processo de envelhecimento. Outra missão da UnATI é a integração social e cultural das pessoas da terceira idade em atividades explícitas sob a supervisão de profissionais qualificados. Também faz parte da missão oferecer assistência a esses indivíduos a fim de formar massa crítica sobre questões do envelhecimento no Amazonas.
E para aquelas pessoas que relutam em envelhecer, o ideal é procurar aproveitar o que a nova condição de vida lhes reserva, da mesma forma como reservou para a infância, a juventude e a fase adulta. E são várias as novas conquistas. É só ir atrás.
Desde 2013, através da lei 12.933, idosos pagam meia-entrada em espetáculos artísticos e esportivos. O mesmo benefício já existia para entrar nos cinemas desde 2003. Quanto às passagens nos ônibus urbanos já se sabe, são gratuitas. No transporte interestadual as empresas devem reservar duas vagas gratuitas em cada ônibus para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Se tiverem mais idosos, estes deverão pagar apenas 50% da passagem.

Pra quem tem energia de sobra
Durante anos o Clube Municipal foi o point dos idosos, com shows à base de boleros, “mas há algum tempo procuramos diversificar os estilos e o público, porém, não deixamos o bolero de lado e os ‘coroas’, que continuam a frequentar a casa, são sempre muito bem vindos, agora podendo curtir vários ritmos e se inteirar com outras faixas de idade”, falou Leontino Izidório, diretor do Clube.
No Chão de Estrelas, só chorinho e samba da antiga, bem para a terceira idade. “Mas nosso público é bem eclético, porque tem muito jovem que gosta de músicas do passado”, falou Eliane Oliveira, proprietária da casa que abre somente às sextas-feiras, a partir das 18 horas.
Mas há muito mais, para quem ainda tem energia de sobra. No Centro Estadual de Convivência do Idoso os frequentadores podem praticar uma série de atividades culturais, esportivas e de lazer. “Quem administra o Centro é a Seas (Secretaria de Assistência Social), mas outros quatro órgãos da administração pública compartilham a gestão executando suas atividades afins dentro do Centro”, contou Renata Eliziário, diretora do espaço.
A Secretaria de Cultura promove atividades de dança, coral, teatro, leitura e espetáculos; a Secretaria de Esporte e Lazer realiza ginástica, hidroginástica, musculação, caminhada, alongamento, pilates, dança do ventre, fisioterapia, gerontocapoeira, capoeira fitness, ginástica terapêutica; o Cetam efetiva cursos profissionalizantes e de geração de emprego e renda, como culinária, artesanato, beleza e estética, informática, cursos administrativos e línguas estrangeiras e libras; e a UnATI também promove cursos que contribuem para o desenvolvimento intelectual e cognitivo, como exercitar a memória, violão, línguas estrangeiras, orientações ao consumidor e artesanato, enquanto a Seas promove encontros de grupos terapêuticos e socioeducativas: Grupo de Memória, Grupo Terapia, Grupo de Homens da Terceira Idade, Grupo Bem viver! Grupo de Envelhescentes (pessoas de 45 a 59 anos de idade), Grupo de Reabilitação Psicomotora, além de possuir um Núcleo Psicossocial e de pedagogia.
Para o médico Euler Ribeiro, diretor da UnATI, “os jovens de hoje devem ficar atentos a como se alimentam, a quantidade de horas que permanecem nos bancos escolares, a quantidade de exercícios físicos que praticam, o ambiente que vivem, e a genética que carregam, pois isso irá determinar se seu envelhecimento biopsicossocial e ambiental terá êxito ou não.”

O QUÊ?
UnATI

ONDE?
Avenida Carvalho Leal, nº 1.777, 3º andar, Bloco B – Cachoeirinha

INFORMAÇÕES:
(92) 3878-4369

O QUÊ?
Clube Municipal

ONDE?
Av. Torquato Tapajós – Flores

INFORMAÇÕES:
(92) 3651-2283

O QUÊ?
Chão de Estrelas

ONDE?
Rua Chaves Ribeiro, 49 – São Geraldo

INFORMAÇÕES:
(92) 3233-3947

O QUÊ?
Centro Estadual de Convivência do Idoso

ONDE?
Rua Wilkens de Matos – Aparecida

INFORMAÇÕES:
(92) 3878-6200

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