Vegatronic investe R$ 30 milhões para produzir mídias virgens

A partir de investimentos de R$ 30 milhões, a Vegatronic Participações e Comércio de Equipamentos Eletrônicos iniciou este mês a fabricação de CD-R e DVD-R no PIM (Pólo Industrial de Manaus). Com um projeto ousado, a empresa de capital paulista vai produzir 2,5 milhões de unidades em agosto e já em setembro dobrará o volume para 4,5 milhões de discos digitais, capacidade máxima da planta.
Segundo o gerente-geral da fábrica, Erik Carmo, no próximo mês a Vegatronic vai atingir a segunda maior produção do segmento de mídias virgens do país.
De acordo com o dirigente, o feito será possível porque a empresa, que até então atuava apenas no ramo de importação de eletroeletrônicos em São Paulo, já possui uma clientela ampla nos segmentos de informática e de eletros. “A partir de São Paulo, importamos e distribuímos videogames, Ipods, CD-players e câmeras digitais para o atacado e varejo. Os mesmos revendedores dos produtos importados comercializam mídias virgens”, justificou.
Mesmo trabalhando para alcançar sua capacidade total em setembro, a unidade fabril daempresa não pretende continuar com a marca de 4,5 milhões de discos por muito tempo. Conforme o gerente, a indústria vai inverter novos recursos para alcançar em março de 2008 uma produção de 8 milhões de unidades, ou seja, um aumento de 77% na capacidade fabril. “Hoje nosso quadro funcional é formado por 65 funcionários. Com a expansão produtiva prevista para março, ampliaremos o número de trabalhadores diretos para 110”, comentou Erik.
Neste primeiro mês de operações, o CD gravável vai representar 80% das unidades produzidas pela Vegatronic, enquanto o DVD virgem responderá por 20%. Conforme o diretor da indústria, Douglas Giovannelli, a predominância inicial do CD-R ocorre porque só no fim de agosto as linhas de DVD gravável entraram em operação. Entretanto, o executivo adiantou que até outubro a meta da corporação é direcionar 55% da produção para os CDs e 45% para os DVDs. “Em setembro conseguiremos cumprir 80% desse planejamento”, disse.
Os administradores não informaram a média de preços que os produtos devem ter no varejo de Manaus, mas anteciparam que a capacidade de armazenamento dos discos seguirá o formato padrão dos produtos fabricados no PIM. “A capacidade do CD-R será de 700 MB (80 minutos) e do DVD-R será de 4,7 GB”, mencionou Douglas.
A marca escolhida para os discos graváveis da Vegatronic é um resumo do nome da empresa – VGT. Segundo Giovannelli, os artigos serão vendidos em envelopes individuais e embalagens coletivas, as chamadas Cake Box, produzidas na forma de cilindros de plástico e utilizadas para empilhar discos.
No caso dos envelopes, o diretor afirmou que os fornecedores serão as empresas locais do setor de embalagens. Já a produção dos recipientes coletivos recebeu investimentos da Vegatronic para a compra dos moldes, mas será terceirizada para uma indústria termoplástica instalada em Manaus. “Estamos adquirindo todos os insumos de indústrias locais, com exceção do policarbonato (matéria-prima), que vem dos Estados Unidos. Isso significa que além dos empregos diretos também estamos gerando postos de trabalho indiretos”, destacou Douglas.
A implantação da Vegatronic foi realizada com recursos próprios da empresa. Dos R$ 30 milhões aplicados, 60% foram investidos na aquisição do maquinário e 25% nas instalações físicas.

Investimentos do setor

A instalação de mais uma fabricante de discos graváveis no Estado prova que o Brasil já possui um pólo de mídias na ZFM e que a inclusão do CD-R e do DVD-R na lista de bens de informática, estudada atualmente pelo MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), seria fatal para o segmento, que gera 8.000 empregos diretos na capital amazonense.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email