Variação do IGP-10 diminui para 0,56% em abril

A inflação medida pelo IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) recuou em abril deste ano, em relação ao mês anterior. Segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas), o índice apresentou taxa de 0,56% em abril, inferior ao índice de 0,84% de março.
A queda do IGP-10 foi puxada apenas pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), um dos três subíndices que compõem o IGP-10. O IPA variou 0,49% em abril, abaixo do 0,99% do mês anterior, resultado influenciado pelo recuo na inflação de produtos como os alimentos in natura, cuja taxa passou de 7,33% em março para 6,16% em abril. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 0,23%. No mês anterior, a taxa foi de 0,31%.
O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,49%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,67%. Quatro dos cinco subgrupos apresentaram desaceleração, com destaque para suprimentos, cuja taxa passou de 1,08% para 0,11%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 0,46%. No mês anterior, foi registrada variação de 0,69%.
Já os subíndices de Preços ao Consumidor (IPC) e de Custo da Construção (INCC) tiveram alta na inflação. O IPC passou de 0,59% em março para 0,77% em abril, aumento puxado principalmente pelos alimentos (que passaram de 0,57% para 1,11% no período). O INCC passou de 0,33% para 0,52% no período.

Construção civil

Na construção civil, a inflação medida pelo INCC-10 acumula taxas de 1,79% no ano e de 6,90% em 12 meses até abril, conforme a FGV.
De acordo com a FGV, apesar da aceleração na taxa do INCC-10 de março para abril deste ano (de 0,33% para 0,52%), entre os três componentes do índice, apenas o grupo mão de obra registrou avanço na inflação (de 0,11%, para 0,66%). Apresentaram desaceleração da alta de preços os grupos materiais e equipamentos (de 0,55% para 0,47%) e serviços (de 0,53% para 0,12%).
A FGV informou que, entre os produtos pesquisados na construção, as altas de preços mais expressivas foram registradas em vergalhões e arames de aço ao carbono (1,94%); ajudante especializado (0,48%) e servente (0,72%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em condutores elétricos (-1,71%); impermeabilizantes (-1,20%); e compensados (-0,60%).

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