Varejo local tem perspectiva de crescer 10% até o mês de junho

Pesquisa do Ifpeam apontou o firme desejo de 81,2% dos 400 consumidores entrevistados de ampliarem percentualmente o volume de compras entre maio e junho.

Após um trimestre de recordes de vendas que elevaram a mais de 12% o faturamento no varejo, dados da pesquisa de intenção de compra do consumidor divulgados, ontem, pelo Ifpeam (Instituto Fecomercio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) indicam que o segundo trimestre deste ano deverá superar em pelo menos 10% o volume de vendas no comércio local no comparado ao mesmo período do ano passado, se mantiver a média de 4,2% de crescimento mensal.
Um desses termômetros se refere ao impulso para gastos diagnosticado pelo Ifpeam, que apontou o firme desejo de 81,2% dos 400 consumidores entrevistados de ampliarem percentualmente o volume de compras entre maio e junho deste ano, patamar que era de 56,6% no primeiro trimestre deste ano e 54,8% no mesmo período do ano passado.
Além de vestuários (22,53%), calçados (17,77%) e utilidades domésticas (10,79%), pelo terceiro mês consecutivo na liderança do ranking de preferência, a pesquisa aponta que os consumidores amazonenses voltaram o interesse para itens que até o início do ano possuíam irrisória participação, como móveis e serviços de decoração, cujos percentuais somam um crescimento superior a 28% nos quatro primeiros meses deste ano.
O assessor econômico da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), José Fernando Pereira da Silva, afirmou que a oferta de crédito, que favorece o acesso de consumidores a produtos de maior valor, é o impulsionador do crescimento da intenção de compra em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado.

Volume de gastos se mantém

O economista frisou que a perspectiva de aumento do juro básico ainda não afetou o desejo de compra do consumidor, embora não descarte uma possível interferência em médio ou longo prazo no volume de gastos. “Com mudanças nas taxas de juros básico que alteram a taxa de juros na ponta e do índice de inflação, pode haver restrição de consumo. Isso deve ser incorporado na taxa de financiamento, e os prazos médios devem diminuir”, afirmou José Fernando da Silva.
A pesquisa realizada pelo Instituto Fecomercio apontou a estabilização de um perfil consumidor, onde praticamente 60% dos consumidores locais costumam pagar suas compras em dinheiro ou por débito automático, enquanto pouco mais de 20% pagam no crediário.
José Fernando considerou que essa tendência de compras no Amazonas reflete o interesse do consumidor pela não incidência de juros e eventual prática de taxas elevadas, embora arrisque que o aumento do juro básico trará uma possível redução dos prazos de pagamento.
“O cenário do comércio amazonense é o mais promissor dos últimos anos. Todos os números apontam para uma perspectiva alvissareira, já que o poder de compras do consumidor aumentou, o que nos leva a projetar esse crescimento de 10% sobre o volume de vendas em relação ao ano passado”, asseverou o economista

Presentes
para mães
A pesquisa da Fecomercio identificou ainda os produtos com a maior demanda especificamente para o Dia das Mães, dentre os quais as utilidades domésticas (24,3%), artigos de vestuário (23,2%), móveis e decoração (14,36%), telefonia móvel (8,28%), artigos de cine-foto-som (6,07%) obtiveram os índices mais relevantes. “É importante ressaltar o local de preferência onde os consumidores locais costumam fazer compras. A maior preferência continua sendo o centro da cidade, que obteve 69,75%”, finalizou Silva.

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