Varejo está menos otimista nesta Páscoa, aponta Serasa

O otimismo do empresário caiu na Páscoa deste ano, conforme mostra pesquisa da Serasa Experian. Em 2011, 49% dos entrevistados esperam aumentar seu faturamento na Páscoa, 33% repetir o crescimento de 2010 e 18% preveem redução. Na Páscoa do ano passado, a expectativa sobre a elevação do faturamento foi recorde, quando 58% estimavam elevação do faturamento. O ano de 2011 apresenta a terceira melhor expectativa para as vendas da Páscoa da pesquisa, iniciada em 2006.
Na análise por porte, 78% dos grandes empresários do varejo acreditam em crescimento de seu faturamento. Nessa direção, nas médias empresas são 60% dos respondentes e nas pequenas 46%.
Os varejistas do Centro-Oeste são os mais otimistas, pois 62% deles esperam aumentar seu faturamento na comparação com a Páscoa 2010. No Norte são 54% dos empresários do varejo na mesma condição, no Sudeste 53%, no Sul 45% e no Nordeste 41%.
A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial para a Páscoa 2011 entrevistou 886 principais executivos do varejo, em todo o território nacional, de 14 a 22 de março de 2011.
Nesta Páscoa 2011, 91% dos presentes oferecidos serão ovos e bombons de chocolate; 4% roupas, sapatos e acessórios; 2% celulares e smartphones; 1% brinquedos; 1% eletrônicos e 1% utilidades domésticas.

Vendas à vista

Segundo os empresários entrevistados, nesta Páscoa 2011 50% de suas vendas serão à vista e 50% a prazo. Esta foi a mesma composição da Páscoa do ano passado. “Vale notar que desde o início da pesquisa, em 2006, a participação das vendas à vista para a Páscoa tem crescido, em relação às vendas a prazo, e nas últimas três pesquisas se situa no patamar atual dos 50%”, salientaram os economistas da Serasa, no texto da pesquisa.
Os cheques pré-datados terão a maior parte de seu parcelamento em até quatro vezes, conforme os varejistas entrevistados, e os cartões de crédito, parcelados em até 6 vezes. Os financiamentos/crediário serão em até 10 parcelas. Este levantamento não foi realizado na Páscoa 2010.
A Serasa aponta que o percentual de varejistas otimistas (49%) com a Páscoa 2011 volta ao patamar do Dia das Crianças de 2009, quando o país tinha se recuperado dos impactos da crise global.
Na análise dos economistas, contudo, os varejistas vêm acompanhando a evolução do endividamento e da inadimplência do consumidor, que aliados aos juros mais altos do crédito reduzem as expectativas de maior crescimento do faturamento.
“Isto fica mais claro com a estimativa de vender mais ovos de Páscoa, do que em igual data de 2010, dado que são produtos de ampla opção de preços. Perdem posição os celulares e os produtos de informática, que são intensivos em crédito. Tudo leva a crer que as expectativas dos varejistas são de que a maior parte dos consumidores demandem produtos mais baratos e outros compradores, novamente, recorrerão ao parcelamento”, concluíram.

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