Varejo essencial registra maior crescimento na demanda

O setor supermercadista no país garantiu um crescimento de 4,61% em fevereiro na comparação com o mês de janeiro, de acordo com o Índice Nacional de Vendas ABRAS apurado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade nacional. O resultado, já deflacionado pelo IPCA/IBGE, foi ainda maior quando comparado a fevereiro do ano anterior, 15,88%. No acumulado anual o setor registra alta de 10,35%.

Os dados divulgados pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados),  consideram que o autosserviço iniciou 2020 como o grande propulsor do desempenho o que garantiu um dos maiores resultados dos últimos 9 anos, 5,11%. A ascensão se manteve no No mês de fevereiro  

A ascensão mantida no mês de fevereiro é considerada favorável e positiva para o setor. “Desde 2012 que não registramos um número tão bom para o mês.  Por ser ano bissexto, fevereiro teve um dia a mais, e contou com a composição de cinco sábados. O resultado também foi influenciado pelo Carnaval, que em 2019 foi no início de março”, destaca o presidente da entidade, João Sanzovo Neto.

Vinculados a Abras o vice-presidente da Amase (Associação Amazonense dos Supermercados), Ralph Assayag, atribui a performance as grandes estratégias de promoções e ações atreladas ao carnaval, inclusive considera atípico o desempenho do mês de fevereiro. Ele também lembra que no ano passado foi muito fraco.  “Esses fatores fizeram o setor se reinventar. O carnaval trouxe realmente um crescimento para o período porque o carnaval do ano passado foi em março. Nós tivemos ainda até o dia 10 a 15 de março um resultado razoável que já foi em função do novo coronavírus, mas depois houve uma queda hoje nós estamos em queda em relação ao ano passado no mês de abril. 

Embora a Amase não disponha de dados específicos sobre o comportamento do setor na capital, o superintendente da associação, Edilson Rufino, observou que dado o início do cenário de pandemia na capital no mês de março,  o comportamento do consumidor é outro. O que tem movimentado as redes supermercadistas. 

Em comum, a Abras explica que o mês de março foi atípico para o setor supermercadista brasileiro, marcou o início do combate a propagação do coronavírus (covid-19) no país. O crescimento no número de casos da doença e o isolamento social orientado pelo Ministério da Saúde e seguido por governadores de diversos estados impulsionou a população nas compras de abastecimento.

“Recebemos um número de clientes acima da média de 14 a 21 de março. A maioria com o objetivo de estocar comidas para ficar mais tempo em casa. Isso deverá refletir nos resultados do mês, que serão divulgados no Índice Nacional de Vendas de abril. O movimento dos supermercados têm se normalizado, estamos trabalhando para manter as mais de 90 mil lojas funcionando e bem abastecidas. A cadeia produtiva é bastante extensa, desde o produtor até às gôndolas tem muita gente envolvida, e todos estão trabalhando normalmente. A logística segue em pleno funcionamento. Tirando alguns produtos específicos no combate da covid-19, como o álcool gel, o restante tem chegado diariamente nas lojas do setor”, afirma o presidente da Abras.

Abrasmercado 

O Abrasmercado, indicador que analisa os preços dos 35 produtos mais consumidos nos supermercados do país, registrou queda de -0,52% em fevereiro na comparação com janeiro, passando de R$ 511,58 para R$ R$ 508,92.  No acumulado dos 12 meses (fevereiro 2019/fevereiro 2020), o valor da cesta cresceu 7,04%.

As maiores quedas nos preços foram registradas nos produtos: carne traseiro (alcatra, filé mignon picanha, coxão mole, patinho, entre outras), -6,45%, batata, -4,49%, pernil, -3,47%, e queijo mussarela, -2,67%. E as maiores variações positivas foram observadas nos itens: biscoito cream cracker, 45,42%, tomate, 21,44%, biscoito maisena, 15,88%, e farinha de mandioca, 9,43%.

Regiões 

Em fevereiro, as únicas regiões que apresentaram aumento no valor da cesta abrasmercado foram: Nordeste, 2,16%, que passou de R$ 438,10 registrados em janeiro, para R$ 447,55, e a Norte, 0,13%, que chegou a R$ 550,44 ante R$ 549,72, apurados no mês anterior.  A Região Centro-Oeste foi a que apresentou maior variação negativa, -1,48%, chegando ao valor de R$ 480,45.

Índice de Confiança do Supermercadista 

Os empresários do autosserviço estão menos otimistas em relação aos negócios, de acordo com o Índice de Confiança do Supermercadista, elaborado pela ABRAS em parceria com a GfK. Depois de uma alta, apresentada em dezembro, o indicador voltou a cair. A pesquisa registrou 57,6 pontos (numa escala de 0 a 100) na última avaliação, em fevereiro. Em dezembro, o índice estava em 63,6 pontos. Mesmo assim, o resultado continua positivo, isto é, acima dos 50 pontos, o que sinaliza boa expectativa para o ano.  Os principais motivos dessa queda na confiança citados pelos supermercadistas da pesquisa estão a economia com crescimento lento e gradativo, e os impactos do coronavírus (covid-19) no mercado.

Fonte: Andreia Leite

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