Varejo do Amazonas leva tombo de 2,3% nas vendas

Segundo a PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) divulgada, ontem, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Amazonas apresenta queda no volume de vendas na comparação mês/mês anterior, tendo fechado com 2,3% a menos. Além do Amazonas, Roraima (-6,9%), Sergipe (-4,4%) e Espírito Santo (–3,6%) apresentaram as maiores quedas registradas pela pesquisa. As maiores variações positivas foram nos Estados de Tocantins (4,6%), Paraíba (4,6%), Amapá (3,3%) e Maranhão (3%).
Segundo o vice-presidente da Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, é natural que haja uma queda nas vendas em função da realidade amazonense. “A nossa economia tem uma certa sazonalidade. Como temos um volume de chuva muito grande, isto atrapalha a atividade, principalmente em setores como da construção civil. Outro fator que influencia é o período de férias. A maioria das pessoas viaja e isto promove uma certa queda no volume de vendas”, justificou Frota.
De acordo com a expectativa do vice-presidente da Fecomércio/AM e por uma característica própria da nossa economia, as vendas começam a ter mais densidade e mais volume a partir do segundo semestre do ano.
O índice negativo do Amazonas acompanha o do país, que registrou queda de 0,4%, no que tange ao volume de vendas, mas estabilidade na receita nominal (0%). Ambas as variações com relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente. Para o volume de vendas, o resultado interrompe uma sequência de nove meses de taxas positivas. Nas demais comparações, sem ajuste, o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 8,2% sobre fevereiro do ano anterior, 8,2% no acumulado do bimestre e 10,4% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 13,0%, 13,2% e de 14,4%, respectivamente.

Média nacional

Em relação à média nacional de volume de vendas, num comparativo de fevereiro de 2011 com igual mês do ano passado, o Amazonas se apresenta em 23° lugar, com crescimento de 5,6%, comparado aos 27 Estados da federação. Os destaques em território nacional foram Tocantins (31,1%); Paraíba (30,6%); Maranhão (20,2%); Acre (16,0); e Minas Gerais (14,6%). O pior índice, na média geral, ficou para Sergipe, com 1,3% no aumento do volume de vendas.
Outro fator que influenciou bastante na queda das vendas e inibiu o consumo, segundo Frota, foi o aumento dos juros, motivado pela inflação. “Além da inflação, uma série de fatores, como o alto custo da moeda brasileira, o valor do frete e da tributação influenciam e são repassados para os preços ao consumidor”, ressaltou.
Fevereiro apresenta três atividades, que juntas trazem resultado positivo para o volume de vendas com ajuste sazonal (no indicador mês/mês), a partir da magnitude das taxas: tecidos, vestuário e calçados (1,4%).
A lista do varejo segue com outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%); combustíveis e lubrificantes (0,1%). Os resultados negativos de queda nas vendas fica para os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%); veículos e motos, partes e peças (-1,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,4%); material de construção (-1,5%); móveis e eletrodomésticos (-2,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,1%) e livros, jornais, revistas e papelaria, com -4,7%.
“Os produtos de bens semiduráveis e duráveis tiveram queda, com exceção do item joalheria, que é insignificante. Mas se deve observar que até os gêneros de primeira necessidade, como alimento, vestuário e combustíveis tiveram descréscimo”, finalizou Aderson Frota.

Dia das Mães e Dia dos Namorados elevam intenção de compras do consumidor brasileiro

Duas datas comemorativas devem ter impactos positivos nos resultados do comércio no segundo trimestre. O Dia das Mães e o Dia dos Namorados são duas das principais causas para o aumento de 2 pontos percentuais na intenção de compra dos consumidores na comparação com o primeiro trimestre.
Segundo dados divulgados pelo Provar (Programa de Administração do Varejo) da Fia (Fundação Instituto de Administração), 73,8% dos consumidores pretendem comprar bens duráveis neste trimestre. No trimestre passado, esse percentual era de 71,8%. “O Dia das Mães e o Dia dos Namorados são períodos muito importantes para o varejo e resultam nesse aumento de intenção de compras”, explicou o presidente do Conselho do Provar, Claudio Felisoni.
Produtos de grupo telefonia e celulares são mais desejados pelos 500 consumidores da cidade de São Paulo entrevistados para a pesquisa de intenção de compras. Dos consultados, 12,8% pretendem comprar um desses produtos. Os eletroeletrônicos, segundo grupo mais desejado, fazem parte das intenções de consumo de 12% dos ouvidos.
Já na comparação entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, as intenções de compra caíram, segundo a pesquisa do Provar. No segundo trimestre do ano passado, 74,6% afirmavam ter intenção de adquirir bens duráveis.

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