6 de dezembro de 2021

Varejo de moda do Amazonas segue tendência de retomada

Dados da IPC Maps (Pesquisa Índice de Potencial de Consumo), especializada em potencial de consumo no país, revelam que o segmento de moda em todo país segue a tendência nacional de recuperação gradual no consumo. O levantamento considera despesas com vestuário confeccionado; calçados; joias, bijuterias e armarinhos.

No Amazonas o setor deverá movimentar um montante de R$ 2,5 bilhões, em 2021, ou seja, crescimento de 11% em relação à fatia de R$ 2,2 bilhões registrada no último ano.Embora os números positivos o estudo indica que o segmento levará algum tempo para alcançar os índices de 2019, período em que o consumo em moda alcançou R$ 3,5 bilhões.

O crescimento gradativo nas vendas do setor, é confirmado pelo presidente da FCDLM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Benzion. De acordo com o representante do segmento, o principal fator de comparativo com 2020 foram as restrições que impuseram um novo hábito de consumo. “O mercado estagnou. Ninguém saía. Não havia eventos que pudessem levar o consumidor às compras. Em 2020 as pessoas priorizaram outras coisas”.

Este ano ele observa um outro cenário onde as pessoas voltam aos poucos a sua rotina e passam a se presentear  mais e há necessidade de adquirir outros produtos como vestuários, calçados e acessórios, o que reflete nos  números da IPC Maps.

“Nós acreditamos que até o fim do ano a tendência é que continue o aumento na venda de confecções possivelmente maior que 2020. E em 2022 a gente possa voltar ao patamar maior que  2019, que apesar do otimismo e da melhora gradativa ainda não vamos alcançar os níveis pre-pandemia”. 

A percepção do presidente da FCDLM, vai na sintonia dos dados da pesquisa, ao revelar que em 2020 a leve retomada é real, contudo, ainda é inferior aos índices de 2019, registrando recuo de 27,7% nas vendas.

Outros dados relevantes dão conta que em 2021 o segmento aponta a um total de 15.417 empresas, número 15,5% inferior em relação a 2019, com registro de 18.241. Em compensação, comparado ao ano passado cerca de 13.303 estabelecimentos comerciais foram abertos, representando crescimento de 13,7%.

Conforme a pesquisa, a redução no consumo afetou diretamente o quantitativo de empresas varejistas atuantes no setor (vestuário, calçados e artigos de viagem).

Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps avalia que o Amazonas teve pouco menos de 28% de perda de valores nominais de potencial de consumo entre 2019 e 2021, no segmento de Moda, englobando despesas com vestuário, calçados e joias/bijuterias. Essa queda foi sentida pelo segmento do comércio varejista da categoria, que teve fechamento de 15,5% das empresas do segmento entre 2019 e 2021, ou seja, 2.824 empresas de comércio varejista de vestuário, calçados e artigos de viagem fecharam as portas nesse período.

Nacional 

No país, o setor de moda brasileiro deve movimentar, até o final de 2021, cerca de R$ 169,3 bilhões, retomando parte da fatia que havia perdido no ano passado em função da pandemia, quando respondeu por R$ 149,1 bilhões. É o que aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros há quase 30 anos, com base em dados oficiais.

Em 2019, o potencial de consumo em moda chegou a R$ 210,6 bilhões, o que representa quase 20% a mais que a projeção atual.. 

Se o consumo começa a recuperar seu fôlego, a quantidade de lojas segue o mesmo ritmo. Segundo o IPC Maps, dos 1,5 milhão de comércios varejistas (vestuários, calçados e artigos de viagem) existentes em 2019 no Brasil, quase 350 mil fecharam suas portas no início da pandemia. Já neste ano, a quantidade de empresas voltou a subir, totalizando cerca de 1,3 milhão de unidades instaladas.      

Foto/Destaque: Divulgação

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