Varejo da construção vende 12% a mais

As vendas de materiais para construção no varejo cresceram 12% em maio em relação ao mesmo mês de 2009, de acordo com balanço interno divulgado ontem pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). Em relação a abril, as vendas cresceram 8%. No acumulado do ano até o mês de maio, o segmento de material de construção cresceu 9,5% sobre o mesmo período do ano passado.
Otimista com os resultados, a entidade elevou a expectativa de crescimento do setor no ano de 2010 de 10% para 11%, ao considerar que o setor está bastante aquecido, tanto pela manutenção da desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), quanto pelas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do programa habitacional do Governo Federal, executado pela Caixa Econômica Federal, “Minha Casa, Minha Vida”.
“Muita coisa já foi feita e o ‘Minha Casa Minha Vida’ 1 e 2 são programas sem precedentes na história deste país. Mas ainda precisamos de mais crédito a juros baixos para que as pessoas continuem acreditando no sonho da casa própria”, declarou o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

Redução do IPI

Na avaliação do dirigente, a tendência de crescimento tem se confirmado e 2010 tem tudo para ser o melhor ano da história para o setor da construção civil brasileiro. A redução do IPI, lembra a entidade, por meio de nota distribuída à imprensa, foi um fator que influenciou fortemente a recuperação do setor nos últimos 12 meses, em que o crescimento registrado foi de 6,5%. As vendas dos produtos beneficiados com a redução do imposto cresceram 20% nos últimos 12 meses.
“Na prática, esses materiais ficaram em média 8,5% mais baratos para o consumidor final e isso manteve o setor aquecido”, acrescentou Conz. Os itens beneficiados pela redução do IPI representam 25% do mix de uma loja de material de construção, conforme a entidade. O dirigente aponta que o setor passou por um período de antecipação de compras antes do anúncio da prorrogação da redução até o final deste ano.
“O que acontece é que, de início, a redução não valeu para os estoques e os nossos produtos demoram, em média, de 60 a 90 dias para girarem. Em contrapartida o consumidor já estava exigindo o desconto no balcão. Então, os lojistas tiveram que trabalhar com preços médios”, concluiu Cláudio Conz.

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