Varejo da construção espera fechar 2007 com alta de 15%

O comércio de materiais de construção deve apresentar uma expansão de até 15% esse ano em comparação com o ano anterior. Os dados são do Sicomat (Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção) e confirmam os números já divulgados no final de agosto pela Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), prevendo expansão na receita do setor em torno de 10% para o ano.
Depois de uma retração de 1,74% há dois anos, entre janeiro e julho de 2007, o faturamento total das vendas de materiais da construção no mercado nacional apresentou incremento de 12,3% sobre igual período do exercício passado, somando uma receita de aproximadamente R$ 36 bilhões no semestre, reflexo da atual estabilidade econômica do país.
De acordo com o relatório mensal da Abramat, esses resultados positivos refletem os efeitos das ações de incentivo ao setor da construção civil, especialmente no segmento da construção habitacional, por parte do governo federal.

Empresários locais confirmam tendência

Os dados do Sicomat coincidem com as informações da Acomac (Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção). De acordo com seu presidente, Ivan Benzecry, não é possível falar em material para construção sem mencionar o fator “construbusiness”. “O construbusiness está aquecido no cenário local, desde a fabricação até o acabamento, ou seja, não só os materiais têm bom desempenho, mas os ganhos vão da indústria até as construtoras”, explicou.
Benzecry avaliou como motivos da melhora neste ano, a maior quantidade de dinheiro em circulação, as linhas de financiamento mais acessíveis e a melhoria na renda das classes C e D. “Em virtude desses fatores e das médias do Brasil, podemos falar num incremento de 12% em 2007”, afirmou.

Cenário positivo

Entre os comerciantes, as informações são parecidas com as do sindicato e da associação. De acordo com o diretor de logística e marketing da Força Construtiva, Mauro Auzier, a média de crescimento do grupo deve ficar entre 5% e 10%. “O mercado está nesse patamar, e essa é nossa projeção de crescimento real para 2007”, afirmou.
Crescimento semelhante deverá apresentar a Pavão Materiais de Construção, cuja previsão de expansão anual é de 8%. Segundo o proprietário, Ubirajara Tavares, o setor só não deve apresentar resultado ainda mais expressivo em virtude das dificuldades por que passa o PIM (Pólo Industrial de Manaus). “Mesmo que o setor da construção civil possa crescer acima de 30% esse ano, é certo que isso não vai se refletir no comércio dos materiais, exatamente pela baixa no distrito”, avaliou Tavares.

Acima da média

Com previsões bem mais otimistas, a gerente de marketing da JLN Materiais de Construção, Rose Chaves, fez projeções de expansão bem acima da média. “Esperamos crescer cerca de 30% em 2007, e isso em decorrência de nossos trabalhos com mídia, por exemplo”, observou. “Hoje Manaus está com o segmento aquecido, o governo está investindo e é possível ver prédios em vários pontos da cidade, prova da melhora do setor esse ano”, completou a gerente.

Segundo o presidente do Sicomat, Aderson Frota, há algum tempo o setor não apresentava crescimento como o agora previsto, quando ficava entre 0,7% e 1,2% ao ano. “A cidade apresentava baixo volume de obras, e havia poucas aprovações por parte da prefeitura, motivo pelo qual o mercado estava em baixa”, afirmou.
O presidente afirmou que a previsão de alta de 15% para o setor, até dezembro em Manaus, não será confirmada apenas se houver uma crise política ou internacional que afete diretamente a economia brasileira como um todo. Aderson disse ainda que, no primeiro semestre, o incremento do setor na cidade foi de 10% ante os meses de janeiro a junho de 2006.
Entre os fatores que mais contribuem para a melhora expressiva do segmento, relacionados pelo presidente do Sicomat, estão o incremento do crédito pessoal, a redução da taxa de juros e a estabilidade da economia. “O país saiu de u

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