Varejo cresce 9,8% em janeiro

Pelo visto o país inteiro está em reforma, porque o segmento de materiais de construção liderou a expansão de 9,8% da atividade varejista em janeiro, com uma alta de 15% frente a igual período de 2010.
No Amazonas, a situação permanece, apesar de não atingir as expectativas nacionais. Embora os dados ainda não estejam concretizados, de acordo com o vice-presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, e também presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Louças, Tintas e Ferragens, Material Elétrico e de Construção de Manaus, há uma previsão de crescimento do setor na base dos 3% a 3,5%.
O assessor de economia da Federação, José Fernando Pereira, argumenta que o segmento de construção está aquecido em todo o país, o que, consequentemente, influencia nas vendas de materiais para as obras. “Na cidade, por exemplo, basta olhar ao redor e vê o tanto de prédios sendo construídos”, frisou.
Segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade Comercial, o resultado nacional dos 31 dias é positivo, mas atrapalhou a crescente performance dos meses antecedentes. Em novembro, o saldo de oscilação dos consumidores, ante mesmos períodos anteriores, chegou a um índice de 11,2%, já em dezembro, conhecido como o pico do comércio, a elevação foi de 12,8%.
Neste caso, mais uma vez o Estado repete a atuação do país, contudo, Frota argumenta que o desaquecimento já é tradicionalmente registrado no mês de janeiro, e não causa preocupação aos comerciantes da região. Segundo ele, nos primeiros seis meses do ano, o movimento tende a cair 40% em confronto ao outro semestre.
O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, também comenta que a retração é normal, já que, depois das aquisições para as festividades de dezembro, há uma necessidade maior em pagar as dívidas do que realizar novas compras. “Já em comparação a janeiro do ano anterior, possivelmente houve um crescimento, na faixa de 1,0% a 1,5%”, destacou.
Pereira afirma que a Pesquisa da Fecomércio, sobre as vendas do comércio amazonense, ainda está em fase de levantamento. Porém, ele ressalta que o período de férias contribuiu para a queda no setor, já que nesta época há mais saída do que entrada de turistas.
Ainda que em janeiro as famosas liquidações, popularmente conhecidas como ‘queima de estoques’, tenham se iniciado, a medida não transforma o período em um mês extraordinário, de acordo com o economista. “Na verdade é somente uma forma de chamar as vendas, devido o pequeno desaquecimento”, analisou.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email