Valores têm alta de 4,78% nos últimos dez meses

Os preços dos imóveis em Manaus saltaram 4,78% no acumulado dos últimos dez meses, entre setembro de 2007 e julho deste ano, resultado de crédito mais amplo e de um contexto econômico tranquilo, sem inflação galopante.
Os bairros Cachoeirinha e Praça 14, ambos localizados na zona sul da cidade, onde as obras de infra-estrutura do Executivo estadual elevaram o padrão das moradias, são que puxam o ranking das maiores valorizações por metro quadrado em toda a capital.
Os dados, divulgados pela PGM (Procuradoria Geral do Município) no último fim de semana apontam ainda que, durante o período observado, a explosão demográfica ocorrida nos últimos dez anos no São José (zona leste) fez o bairro obter o maior percentual de crescimento em valores relativos da metragem em Manaus.
Comparativamente às outras áreas geográficas da capital, a extensão métrica de um imóvel nos bairros da Cachoeirinha, Praça 14, Japiim e do centro da cidade (zona sul) alcança R$ 204,99 em média, valor que ultrapassa até mesmo os espaços ditos nobres (bairros Nossa Senhora das Graças, São Geraldo, Adrianópolis e áreas do entorno das avenidas Djalma Batista e Recife), onde o preço é de R$ 204,67 por metro.
Alteação
de valores
Diante desses números, o superintendente de registro imobiliário, avaliação e perícia da PGM, Júlio Bessa, disse que os valores dos imóveis em Manaus sofrem alteração constante em função de pesquisa de mercado específica para avaliação de um lote urbano ou região urbanizável. No entendimento do executivo, itens como proximidade com o centro da cidade, facilidade de tráfego e o binômio oferta/demanda de imóveis foram os principais influenciadores da elevação dos preços dos terrenos nos bairros da Cachoeirinha e Praça 14, que atualmente alcançam R$ 242,41 o quadrante métrico. “Os preços dos imóveis nas outras áreas mais valorizadas da capital, entretanto, podem alcançar cifras magníficas, se a imobiliária levar em conta, por exemplo, aspectos como proximidade de locais ou pessoas, características do bairro, facilidade de transporte e infra-estrutura da região”, assegurou.
Segundo o estudo da PGM, a instalação ou a utilização de um imóvel na avenida Djalma Batista compõe um quadro à parte na concorrência por espaço e valores praticados em Manaus. Com preços de até R$ 348,67 o metro quadrado, o local se constitui no pedaço mais caro de toda a cidade, o que não encerra a falta de empresas interessadas em obter espaço naquela avenida. Em entrevista ao Jornal do Commercio, o diretor financeiro e de relações com investidores da CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário), Paulo Mazzali, disse que, em todo o país, o segmento de unidades habitacionais com valores entre R$ 40 mil e R$ 100 mil vem mostrando cada vez mais seu grande potencial de crescimento, à medida que os custos e os prazos dos financiamentos tornam os imóveis mais acessíveis a uma parcela maior da população manauara.
“Em Manaus, a tendência é provavelmente a mesma do resto do país atualmente, ou seja, uma unidade habitacional tem parcelas mensais equivalentes àquelas de um financiamento de automóvel ou até menores. Além disso, as classes média e alta continuam elevando o preço dos imóveis pela alta procura”, afirmou.

Especulação imobiliária atinge várias áreas

Mas para a analista de mercado imobiliário, Maria Consuelo Caranza, o crescimento econômico da capital amazonense fez a especulação imobiliária atingir diversas áreas da cidade, sem que houvesse necessariamente um acompanhamento mais aprofundado por parte do Estado. A especialista observou que essa especulação de valores pode ser facilmente constatada, já que bairros ou regiões mais afastadas do centro tiveram repentinamente os preços do aluguel e venda dos imóveis sofrendo altas temporárias. “Uma das maiores consequências disso é o que vem acontecendo atualmente nas paisagens dos bairros Santa Etelvina, Armando Mendes e São José com aumento gradativo de loteamentos e condomínios fechados, para onde estão seguindo uma boa faixa da população A e B, além da maioria dos moradores das antigas áreas alagadas”, finalizou a especialista.

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