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Valor médio da cesta básica sobe no Amazonas em fevereiro, mas ainda é a 2ª mais barata

Andreia Leite

O valor médio da cesta básica apresentou alta em fevereiro em oito capitais analisadas pela plataforma Cesta de Consumo Horus & FGV Ibre. Comparado a janeiro o valor subiu de R$ 679,39  para R$ 707,13, em Manaus, com aumento de 4,1%.

Dentre as 8 capitais pesquisadas, Manaus possui a 2ª cesta básica mais barata, no valor de R$ 707,13, perdendo apenas para Belo Horizonte. A cesta mais cara é a do Rio de Janeiro, no valor de R$ 1.010,37, seguida pela de São Paulo.

Os produtos que apresentaram maiores altas de preços em junho em Manaus, e também na maioria das demais capitais, foram legumes, farinha de mandioca, feijão, arroz e café.

O grupo compreendido por legumes apresentou inflação de dois dígitos, na maioria das capitais compreendidas pela pesquisa.

“Cabe destacar que o arroz, há seis meses consecutivos, tem apresentado a tendência de elevação nos preços médios, influenciado por intercorrências climáticas decorrentes do fenômeno do El Niño sobre a nova safra”, analisou Luiza Zacharias, diretora da Horus Inteligência de Mercado. 

Pelo viés negativo, o clima desfavorável também tem afetado outras áreas produtoras, responsáveis pelo cultivo de frutas, legumes e verduras.

“Por outro lado, foi registrada queda de preços de ovos, óleo de soja e pão. Nos últimos 6 meses, o valor da cesta básica de Manaus acumulou alta de 11,4%, apresentando a menor variação acumulada em comparação com as demais capitais”, frisou Luiza. 

Dos 18 produtos atribuídos à cesta básica, o grupo compreendido por legumes apresentou inflação de dois dígitos, na maioria das capitais compreendidas pela pesquisa. Já os produtos como massas alimentícias secas, frango, feijão, arroz e manteiga, apresentaram, em média, uma aceleração de preços mais branda nas oito capitais analisadas, quando comparado com o grupo dos legumes.

Cabe destacar que o arroz, há seis meses consecutivos, tem apresentado a tendência de elevação nos preços médios, influenciado por intercorrências climáticas decorrentes do fenômeno do El Niño sobre a nova safra. O clima desfavorável também tem afetado outras áreas produtoras, responsáveis pelo cultivo de frutas, legumes e verduras. 

Produtos como legumes, feijão, frango, arroz e café, estão entre os itens que apresentaram alta nos preços: 21,6%; 4,7%, 2,5% e 4,6% respectivamente. Comportamento similar foi percebido nos preços médio do açúcar 1%,  carne suína 2%  e frutas 4%.

De acordo com a plataforma Cesta de Consumo Horus & FGV Ibre, a cesta de consumo ampliada, que abrange o grupo de bebidas em geral, produtos de higiene, itens de limpeza, bem como os gêneros alimentícios, foi constatado um avanço no seu preço médio nas oito capitais abrangidas pela pesquisa. Valor médio jan/24 R$ 1.486,43 e fev/24 R$ 1.548,17 com variação de 4,2%.

Dos 33 elementos da cesta de consumo ampliada em Manaus, o grupo de azeite 2%, creme dental 0,8%, sucos 1,5%, creme de leite 1,4% junto com o xampu, tiveram tendência de alta. 

Outros dados

A pesquisa, realizada mensalmente pela Plataforma, reúne 18 produtos alimentares, em oito capitais do país: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A cidade do Rio de Janeiro figura na liderança com a cesta básica mais cara entre as oito capitais analisadas, superando, pela primeira vez, o valor de mil reais. Em contrapartida, Belo Horizonte e Fortaleza registraram os menores preços médios. Belo Horizonte se mantém como a cesta básica mais barata sendo 13% inferior ao preço médio de Fortaleza, a segunda cesta mais barata.

Em face a esse cenário, a Plataforma Cesta de Consumo Horus & FGV Ibre atribuiu que, dentre os fatores conjunturais que impactam o custo médio de aquisição da cesta básica no mês de fevereiro de 2024, a sazonalidade climática exerceu influência significativa. Consequentemente, esses movimentos têm onerado a mesa do consumidor, especialmente, os mais vulneráveis em termos de renda mensal, que geralmente, tendem a gastar a maior parte de seu orçamento doméstico com alimentação

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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